A espécie mais famosa, Victoria amazonica, pode apresentar folhas circulares com até 2,5 metros de diâmetro.
Há também a Victoria cruziana, típica de áreas pantanosas da Bolívia e Argentina, que tem folhas ligeiramente menores e bordas mais altas.Suas folhas flutuantes se destacam pelo formato arredondado e bordas elevadas, que ajudam a evitar o transbordamento de água.
A parte inferior das folhas apresenta uma coloração avermelhada e pequenas espinhas, uma adaptação para proteção contra herbívoros.
Em agosto de 2025, um concurso feito pelo Jardim Botânico de Denver, nos Estados Unidos, impressionou muita gente ao destacar a impressionante resistência das vitórias-régias gigantes.
O evento desafiou mais de 40 instituições de nove países diferentes a testarem a resistência das folhas de suas plantas.Entre os objetos utilizados estavam tijolos, garrafas de gim, bolos de chá e sapos de brinquedo. A competição premiou uma folha de Victoria cruziana do Bok Tower Gardens, na Flórida, que suportou 83 kg antes de afundar.
A incrível força dessas folhas deve-se à sua estrutura única: uma rede de nervuras que formam compartimentos rígidos com bolsas de ar, distribuindo o peso de forma igual.
A planta tem grande importância cultural e histórica. Seu nome científico, dado em homenagem à rainha Vitória do Reino Unido no século 19, reflete o interesse europeu pelas descobertas botânicas da Amazônia.
Além disso, a vitória-régia inspirou lendas indígenas, como a história de uma jovem que, encantada com a lua, teria sido transformada na flor. Ecologicamente, a vitória-régia exerce um papel fundamental em ecossistemas aquáticos, oferecendo abrigo para peixes, insetos e outros organismos.
Hoje, jardins botânicos ao redor do mundo cultivam essas plantas em estufas aquáticas, e sua beleza ainda impressiona visitantes.