O guizo serve principalmente como um aviso. Quando se sente ameaçada, a cascavel vibra rapidamente a ponta da cauda para emitir um som característico. O objetivo é alertar o invasor e evitar um confronto direto.
O guizo é formado por queratina, a mesma proteína presente nas unhas, nos cabelos e nos pelos dos mamíferos. Seus segmentos ocos se chocam durante a vibração da cauda.
Um novo segmento costuma surgir após cada muda de pele, mas muitos podem se quebrar ou se desgastar com o tempo. Por isso, a quantidade de anéis não indica a idade da serpente.
Durante a caça, ela normalmente permanece silenciosa para não revelar sua posição. O guizo é usado principalmente como mecanismo de defesa, e não para capturar presas.
Quando está em alerta, a cascavel consegue vibrar a cauda dezenas de vezes por segundo. Esse movimento faz os segmentos do guizo se chocarem e produzirem o som de chocalho.
Algumas serpentes sem guizo vibram rapidamente a cauda sobre folhas secas ou galhos. O ruído pode lembrar o de uma cascavel e ajudar a afastar predadores.
Somente as cascavéis desenvolveram esse chocalho articulado na ponta da cauda. Essa característica é uma das formas mais fáceis de identificar essas serpentes.
Ao anunciar sua presença, a cascavel reduz as chances de ser pisada ou atacada por animais e pessoas. Assim, muitas situações perigosas podem ser evitadas sem que ela precise usar o veneno.