O bilhete informava que aquelas moedas deveriam ser doadas à igreja de Melling e trazia apenas a assinatura de 'James, servo do Deus vivo', sem revelar a identidade do autor. A descoberta emocionou a reverenda, que descreveu o momento como algo inesperado.
“Ficamos ambos absolutamente estupefatos. Não conseguíamos acreditar. Ambos caímos em lágrimas. Sabe, foi como um milagre”, afirmou Lee ao jornal britânico The Times. Antes disso, a situação da igreja era considerada crítica, já que a congregação, formada por apenas cinco pessoas, não possuía recursos para custear uma restauração estimada em cerca de 750 mil libras.
As obras incluem reparos no telhado e em outras partes da construção, cuja manutenção se tornou inviável. O edifício possui aproximadamente 700 anos de história e foi erguido por volta de 1300, durante o reinado de Eduardo I. Há indícios de que o local já abrigasse um templo religioso antes mesmo da Conquista Normanda, em 1066.
Embora o caso tenha despertado curiosidade, relatos indicam que outras igrejas e até uma escola da mesma região receberam doações semelhantes na mesma época, todas de um benfeitor que permanece desconhecido. As nove moedas foram vendidas por quase 30 mil libras, valor equivalente a aproximadamente R$ 204 mil.
A quantia está longe de cobrir toda a restauração, mas passou a representar um importante primeiro passo para preservar o edifício histórico. A repercussão da história também mobilizou moradores e apoiadores, que criaram um grupo dedicado à arrecadação de recursos para salvar a igreja.
Segundo Jane Lee, o esforço pela preservação do templo deixou de depender apenas da pequena congregação e passou a contar com o apoio de uma comunidade muito mais ampla, renovando a esperança de manter viva a história do local.