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Fim dos sachês de ketchup: regulamento europeu obriga estabelecimentos a abandonar embalagens descartáveis


Uma mudança histórica nas regras ambientais da União Europeia promete transformar a rotina de bares, restaurantes e hotéis em todo o continente. A partir de 12 de agosto de 2026, os tradicionais sachês plásticos descartáveis usados para servir açúcar, sal, ketchup, maionese, mostarda e outros condimentos não serão mais permitidos nesses estabelecimentos.

Por Flipar
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A medida integra o Regulamento Europeu sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR), considerado a maior atualização das normas do setor nas últimas décadas. A iniciativa busca reduzir a enorme quantidade de lixo produzida diariamente por embalagens de uso único, que representam uma parcela significativa dos resíduos urbanos e, na maioria das vezes, não seguem para reciclagem.

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A estratégia faz parte do plano europeu de fortalecer a economia circular e limitar o avanço da geração de resíduos até o fim da década. Para cumprir as novas exigências, empresas do setor terão de substituir os recipientes descartáveis por dispensadores recarregáveis e potes reutilizáveis de vidro, cerâmica ou aço inox.

Lena Petersson/Pixabay

Também poderão ser utilizados sachês feitos de papel ou embalagens compostáveis certificadas, autorizadas apenas durante um período de transição. Estabelecimentos de países como Espanha, França e Portugal já iniciaram essa adaptação, com investimentos em novos equipamentos e treinamento de funcionários para garantir padrões rigorosos de higiene.

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Em muitos locais, os condimentos também passaram a ser entregues apenas quando solicitados pelo cliente, o que reduz desperdícios e diminui o consumo de embalagens. Apesar dos benefícios ambientais, a mudança também impõe desafios operacionais, principalmente relacionados à limpeza e à segurança alimentar dos recipientes reutilizáveis.

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Por esse motivo, o regulamento prevê exceções para hospitais, centros de saúde e algumas refeições destinadas ao consumo imediato, nas quais o uso de embalagens descartáveis ainda poderá ocorrer em situações específicas.

Imagem gerada por IA

O cronograma da legislação segue até 2040, com metas cada vez mais rígidas para ampliar a reciclabilidade das embalagens comercializadas no mercado europeu. Especialistas acreditam que a decisão da União Europeia poderá influenciar legislações em diversos países, inclusive no Brasil, onde cresce o debate sobre a redução de plásticos descartáveis.

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Além da questão ambiental, muitos enxergam vantagens econômicas no novo modelo, já que sistemas reutilizáveis podem diminuir custos de operação ao longo do tempo, mesmo após um investimento inicial. A expectativa é que a iniciativa acelere uma transformação global nos hábitos de consumo e incentive soluções mais sustentáveis para o setor de alimentação.

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