O empreendimento reúne 113 apartamentos e foi desenvolvido por uma equipe liderada pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto, em parceria com Manal Rachdi, Nicolas Laisné e Dimitri Roussel. O projeto buscou criar uma construção que aproximasse os moradores dos espaços abertos, fazendo com que as áreas externas se tornassem parte da rotina dos apartamentos.
Em vez de pequenas sacadas, cada residência conta com amplos terraços que ampliam a área útil e oferecem diferentes possibilidades de uso. Em alguns casos, apartamentos de dois pavimentos possuem escadas externas que ligam varandas instaladas em níveis distintos.
As varandas utilizam peças de aço soldadas, perfis fixados às lajes de concreto e hastes metálicas responsáveis por distribuir os esforços estruturais. Cada terraço passou por cálculos específicos que consideraram peso, deformação dos materiais, direção dos ventos e posição na fachada.
Acima de diversas varandas, pergolados metálicos ajudam a reduzir a incidência direta do sol, enquanto os próprios terraços criam sombras sobre os andares inferiores, contribuindo para o conforto térmico dos apartamentos. A localização próxima ao Mar Mediterrâneo favorece esse conceito, já que o clima incentiva o uso frequente dos espaços externos durante boa parte do ano.
O projeto também reforça a convivência entre os moradores e oferece novas possibilidades de lazer ao ar livre sem sair de casa. Além do impacto visual, a torre se tornou referência internacional por mostrar como soluções arquitetônicas podem unir estética, funcionalidade e engenharia avançada.