A transparência e a tonalidade intensa da água criaram uma impressão de profundidade indefinida. Ela tem o apelido de 'lagoa sem fundo' . Relatos populares sobre a dificuldade de medir o local ajudaram a alimentar o mistério.
A profundidade exata da Lagoa Azul ainda não foi determinada por um levantamento técnico conclusivo. Tentativas informais de encontrar o fundo alimentaram a fama de “lagoa sem fundo”.
O mistério acaba alimentando lendas de que a lagoa seria um 'portal para outro mundo' ou até 'redemoinhos invisíveis' que engolem objetos e pessoas.
A Lagoa Azul ocupa uma dolina, depressão formada pela dissolução de rochas calcárias e pelo possível desabamento de uma cavidade subterrânea. A tonalidade azul-esverdeada é atribuída à grande profundidade, à incidência da luz e às características minerais do local.
A lagoa fica em propriedade privada e é acessada pela GO-237, no sentido do Balneário Bucaína. O trecho final inclui uma trilha de cerca de 100 metros, curta, porém íngreme e escorregadia, que exige cautela. A entrada exige autorização por estar em propriedade privada; banho superficial seria permitido com colete salva-vidas.
Niquelândia também reúne destinos como o Lago de Serra da Mesa, a Cachoeira de São Bento e Tupiraçaba, povoado anteriormente chamado de Traíras. O local preserva construções e ruínas ligadas ao período colonial de Goiás.
Localizado no norte de Goiás, a cerca de 300 quilômetros de Goiânia, o município reúne paisagens naturais e vestígios do ciclo do ouro. Tupiraçaba, antiga Traíras, chegou a ser uma das povoações mais prósperas da região colonial.
Fundada no século XVIII como São José do Tocantins, Niquelândia surgiu durante o ciclo do ouro. No século XX, ganhou destaque com a descoberta de grandes jazidas de níquel, mineral que inspirou o nome adotado em 1943.
Com cerca de 34 mil habitantes, Niquelândia possui grande potencial para o ecoturismo. Lagos, cachoeiras, cavernas e áreas de vegetação preservada estão entre os atrativos naturais do município.