Representado pelo símbolo S, o enxofre tem número atômico 16 e pertence ao grupo dos calcogênios. Em condições ambientes, apresenta-se como um sólido amarelo, quebradiço e praticamente insolúvel em água.
Depósitos de enxofre podem se formar perto de vulcões, fontes termais e fumarolas. Os cristais amarelos surgem quando gases ricos em compostos sulfurados chegam à superfície e passam por transformações químicas.
Apesar da fama, o enxofre elementar praticamente não tem cheiro. Os odores associados a ovos podres, esgoto e gases vulcânicos vêm de substâncias sulfuradas, principalmente o sulfeto de hidrogênio, que pode ser tóxico.
O elemento integra aminoácidos como cisteína e metionina, usados pelo organismo na formação de proteínas. Também aparece em vitaminas, enzimas e outras moléculas fundamentais para plantas, animais e seres humanos.
Grande parte do enxofre é transformada em ácido sulfúrico, uma das substâncias mais utilizadas pela indústria. Ele participa da fabricação de fertilizantes, detergentes, pigmentos, baterias e numerosos produtos químicos.
O enxofre é empregado na vulcanização, processo que torna a borracha mais resistente, elástica e durável. A técnica revolucionou a produção de pneus, correias, mangueiras e diversos objetos utilizados diariamente.
Compostos e preparações à base de enxofre são usados há séculos para combater fungos e algumas pragas agrícolas. O elemento também aparece em produtos dermatológicos, mas seu uso deve seguir as orientações adequadas.
Embora possa ser extraído de depósitos naturais, hoje grande parte do enxofre comercial é recuperada durante o processamento de petróleo e gás natural. O procedimento ajuda a retirar compostos sulfurados que poderiam aumentar a poluição atmosférica.