O zimbro usado como especiaria vem, em geral, da espécie Juniperus communis. A planta cresce naturalmente em regiões frias e temperadas da Europa, Ásia e América do Norte. Não é nativa do Brasil, embora suas bagas secas sejam vendidas por aqui.
As bolinhas de zimbro são frequentemente chamadas de bagas, mas, do ponto de vista botânico, são cones carnosos. Começam verdes e escurecem à medida que amadurecem. Depois de secas, tornam-se a especiaria encontrada nas lojas.
O aroma do zimbro é uma marca do gim, inclusive das versões produzidas no Brasil. Seu sabor combina notas resinosas, que lembram pinho, com um toque cítrico. Outros ingredientes podem entrar na receita, mas o zimbro ocupa o papel central.
Na cozinha europeia, o zimbro aparece em preparações como chucrute, marinadas e pratos de carne. Seu sabor intenso ajuda a perfumar cozimentos longos. Por isso, costuma ser usado em pequenas quantidades, muitas vezes com as bagas levemente amassadas.
Preparações com zimbro têm histórico de uso para desconfortos digestivos leves e para aumentar a eliminação de urina. A Agência Europeia de Medicamentos classifica essas aplicações como usos tradicionais, baseados na experiência prolongada. Isso não equivale à comprovação de eficácia por estudos clínicos robustos.
Pesquisas de laboratório identificaram compostos aromáticos e outras substâncias no zimbro e investigam possíveis ações antioxidantes e antimicrobianas. Esses resultados são promissores para a pesquisa, mas ainda não demonstram que comer zimbro previna ou trate doenças em pessoas.
Usar zimbro como tempero é diferente de tomar extratos ou preparações medicinais concentradas. A agência europeia não recomenda o uso medicinal durante a gravidez, a amamentação ou em casos de doença renal grave. Se a ideia for tratar algum sintoma, é melhor buscar orientação profissional.