O Arco do Triunfo começou a ser construído em 1806, mas as obras só terminaram três décadas depois, já sob o reinado de Luís Felipe. A demora para conclusão deveu-se à queda de Napoleão, evento sucedido pela chamada Restauração, quando a dinastia dos Bourbon retomou o poder e permaneceu por 16 anos.
A célebre obra foi projetada pelo arquiteto Jean-Françoise-Trérèse Chalgrin e remete às vitórias do período napoleônico. Localizado na Praça Charles de Gaulle, o monumento encontra-se na junção da avenida Charles de Gaulle com a famosa Champs-Élysées.
Com arquitetura neoclássica, o Arco do Triunfo possui dois grandes pórticos frontais para passagem e dois menores nas laterais. Com 50 metros de altura e 45 metros de largura, o Arco do Triunfo conta em sua estrutura com estátuas em relevo adornando os enormes pilares de sustentação.
No corpo do Arco do Triunfo estão gravados os nomes de 128 batalhas napoleônicas e de 558 generais.
Em um friso estão esculpidas cenas de guerras travadas pelo império de então, como a ilustração 'Captura de Alexandria'.
O portentoso Arco do Triunfo parisiense abriga no térreo o túmulo de soldado não identificado (o Soldado Desconhecido), morto na Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918).
Na base do monumento é mantida uma chama acesa em homenagem aos soldados franceses mortos em campos de batalha. Em 1944, forças francesas desfilaram pela região do Arco do Triunfo para celebrar a libertação de Paris dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
A região do Arco do Triunfo mais famoso de Paris costuma ser cenário de comemorações. Ele também é ponto inicial do tradicional desfile do feriado nacional de 14 de julho, em que os franceses relembram a queda da Bastilha, evento crucial da Revolução Francesa.