O objetivo é proteger cópias de sementes mantidas em bancos genéticos de diferentes países. Em caso de guerras, desastres naturais, doenças ou outras ameaças, essas reservas podem ajudar a recuperar variedades agrícolas perdidas.
As câmaras de armazenamento ficam a mais de 100 metros da entrada, protegidas por camadas de rocha de até 60 metros de espessura. O solo permanentemente congelado, chamado permafrost, oferece proteção térmica natural, enquanto equipamentos de refrigeração mantêm a temperatura em -18 °C.
Em junho de 2026, o banco ultrapassou 1,4 milhão de amostras, representando mais de 6.500 espécies agrícolas e variedades de plantas. O complexo tem capacidade para armazenar até 4,5 milhões de amostras, funcionando como uma das maiores reservas de diversidade agrícola do planeta.
O acervo reúne sementes de arroz, trigo, milho, feijão, cevada e muitas outras culturas alimentares. Também são preservadas variedades tradicionais e parentes silvestres de plantas cultivadas, importantes para desenvolver alimentos mais resistentes a pragas, doenças e mudanças climáticas.
A Embrapa está entre as instituições que enviam sementes para Svalbard. Em junho de 2026, o Brasil depositou novas amostras de cinco culturas, incluindo caju, amendoim, mamona, feijão-de-lima e gergelim. A participação brasileira contribui para proteger a diversidade genética de plantas importantes para a agricultura
Em 2015, pesquisadores retiraram sementes do cofre para recuperar coleções agrícolas afetadas pela guerra na Síria. O material ajudou a reconstruir bancos genéticos no Líbano e no Marrocos, demonstrando que a instalação não é apenas uma precaução para catástrofes futuras.