Os geoglifos apresentam diferentes formatos, como círculos, quadrados, retângulos e triângulos. No Acre, já foram identificadas mais de mil dessas estruturas arqueológicas. Segundo dados divulgados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mais de 420 foram registradas pelo órgão.
Muitos dos geoglifos do Acre estão concentrados na região entre os rios Acre e Iquiri, onde foram identificadas centenas de estruturas geométricas. A área reúne importantes sítios arqueológicos que ajudam a compreender a ocupação humana da Amazônia antes da chegada dos europeus.
O geoglifo do Sítio Arqueológico Jacó Sá, no Acre, recebeu proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Nas proximidades de Rio Branco, outros geoglifos despertam o interesse de visitantes e pesquisadores, contribuindo para a valorização do patrimônio arqueológico e do turismo regional.
Os sítios de geoglifos abertos à visitação estão justamente nas cercanias de Rio Branco. São eles: Geoglifo Baixa Verde II, Geoglifo Severino Calazans, Geoglifo Jacó Sá e Geoglifo Tequinho.
Escavados no solo, os geoglifos podem ser observados em toda a sua dimensão principalmente do alto. Relatos de pesquisadores indicam que alguns povos indígenas da região consideram essas estruturas espaços sagrados e evitam atravessá-las, demonstrando o valor simbólico atribuído a esses locais.
Pesquisadores acreditam que os geoglifos não tinham funções defensivas nem eram utilizados como moradias. Uma das principais hipóteses é que essas grandes estruturas de terra servissem como espaços para cerimônias, rituais e celebrações das antigas populações indígenas da Amazônia.
Pesquisadores investigam como antigas populações amazônicas conseguiram construir geoglifos de grandes dimensões e formas geométricas tão regulares, alguns com mais de 2 mil anos. Essas estruturas também foram abordadas na série documental “Ancient Apocalypse”, da Netflix, que apresenta hipóteses sobre civilizações antigas.
As pesquisas arqueológicas sobre os geoglifos do Acre começaram na década de 1970 e, desde então, vêm ampliando o conhecimento sobre essas estruturas. Estudos indicam que elas foram construídas em diferentes períodos, aproximadamente entre 200 a.C. e 1300 d.C., por antigas populações indígenas da Amazônia.
Em 2018, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou medidas para proteger os geoglifos do Acre e promover seu reconhecimento internacional. As estruturas também foram consideradas para uma possível candidatura à lista do Patrimônio Mundial da Unesco, devido à sua importância arqueológica e histórica.