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Barcelona investe em drenagem sustentável urbana para reduzir alagamentos e amenizar temperaturas


Com o intuito de amenizar as altas temperaturas em razão das mudanças climáticas, a cidade de Barcelona, na Espanha, adotou uma estratégia urbana que pode se tornar exemplo para o resto do mundo. Por lá, parte do asfalto e do concreto foi substituída por áreas verdes e superfícies capazes de absorver a água da chuva.

Por Flipar
Pexels/Enrico Perini

A iniciativa já conta com 104 locais distribuídos pela cidade, que juntos ocupam cerca de 17,3 hectares. Essas estruturas utilizam sistemas de drenagem urbana sustentável, conhecidos como SUDS, que permitem a infiltração da água no solo e reduzem o volume direcionado às redes convencionais de escoamento.

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O projeto também inclui pisos permeáveis, canteiros vegetados e espaços que retêm temporariamente a água antes de liberá-la para o terreno. Desde 2019, a extensão dessas instalações cresceu aproximadamente 3,5 vezes. Somente em 2025, os dispositivos administraram cerca de 370 milhões de litros de chuva.

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Outro benefício está na retenção de parte dos poluentes que a água carrega das ruas, o que ajuda a reduzir a chegada desses resíduos ao solo e às reservas subterrâneas. Para ampliar a estrutura, a prefeitura projeta um investimento de 10,2 milhões de euros (equivalente a aproximadamente R$ 64 milhões) nos próximos três anos.

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A expansão, entretanto, depende de avaliações técnicas que consideram as características do terreno, a inclinação das ruas, a profundidade do lençol freático e a localização de tubulações e outras redes subterrâneas. A transformação também procura enfrentar um problema comum nas grandes cidades: as ilhas de calor urbanas.

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Em média, Barcelona registra temperaturas cerca de 3°C superiores às das áreas externas ao perímetro urbano, com diferenças que podem alcançar 7°C ou 8°C em determinados pontos. A presença de árvores e vegetação contribui para oferecer sombra e amenizar o aquecimento das superfícies.

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A prefeitura, portanto, associa a gestão da água à criação de espaços públicos mais agradáveis e adaptados às mudanças climáticas. Essa proposta acompanha outras intervenções que reduzem o espaço destinado aos automóveis e ampliam as áreas para pedestres, ciclistas e vegetação.

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Um exemplo são as superquadras, modelo de reorganização viária que restringe a circulação de veículos em determinados conjuntos de ruas e permite instalar áreas de convivência em meio à vegetação. Apesar dos avanços, a retirada do pavimento não é viável em todos os locais, já que as condições do solo e a infraestrutura subterrânea impõem limitações.

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Com isso, Barcelona vem selecionando os pontos adequados e amplia a rede gradualmente, com o objetivo de tornar o espaço urbano mais permeável, verde e preparado para chuvas intensas e períodos de calor que têm se tornado cada vez mais comuns.

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