A pesquisa reuniu cientistas do Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências, da Universidade Chinesa de Hong Kong e da Universidade Politécnica do Noroeste. Entre os principais resultados, a equipe identificou o gene ND1, que pode ter chegado ao genoma desses crustáceos por meio de bactérias e parece desempenhar um papel importante no controle do metabolismo.
Para compreender melhor suas adaptações, os cientistas examinaram duas espécies: a Bathynomus jamesi, encontrada a aproximadamente 900 metros de profundidade no Mar da China Meridional, e a Bathynomus doederleini, que vive a cerca de 300 metros no Mar da China Oriental.
Uma das estratégias desses animais consiste em aproveitar ao máximo cada refeição. Na prática, os isópodes gigantes conseguem enfrentar longos períodos sem alimento graças ao estômago amplo e ao metabolismo lento, que reduz o consumo de energia.
Em um experimento, peixes-zebra que receberam o gene sobreviveram 37% mais tempo sem comida a 18 °C. Apesar dos resultados promissores, novas pesquisas ainda são necessárias para esclarecer como esse mecanismo contribui para a resistência dos isópodes gigantes à fome.