Artes

El Castillo: caverna espanhola tem pinturas rupestres que ‘se movem’ de acordo com a iluminação


A arte rupestre encontrada em cavernas pré-históricas continua intrigando pesquisadores, que buscam compreender as intenções dos artistas e sua relação com o ambiente. No norte da Espanha, por exemplo, El Castillo preserva milhares de pinturas, gravuras e marcas de mãos produzidas há aproximadamente 13 mil a 41 mil anos.

Por Flipar
Governo da Canta?bria/Pedro Saura Ramos

De acordo com o arqueólogo Diego Garate, da Universidade da Cantábria, entender essas obras exige considerar a interação dos artistas com as superfícies rochosas. Ao longo dos anos, estudiosos associaram as pinturas à fertilidade, à identidade de grupos, a rituais xamânicos e ao desenvolvimento do pensamento simbólico.

Governo da Canta?bria/Pedro Saura Ramos

Essa experiência reforçou a hipótese de que a arte rupestre deve ser analisada em seu ambiente original, e não apenas como imagens estáticas. As marcas de mãos oferecem pistas semelhantes: estudos do arqueólogo Paul Pettitt identificaram impressões próximas a fendas e saliências que poderiam servir de apoio aos visitantes.

Wikimedia Commons/Noisette13

Em El Castillo, Garate e Palacio Pérez também encontraram desenhos de animais que aproveitam os relevos naturais da pedra. Algumas rachaduras parecem completar chifres ou formar o dorso de cavalos, o que sugere uma possível colaboração entre a natureza e a criatividade humana.

Wikimedia Commons/Gabinete de Prensa del Gobierno de Cantabria

Outro exemplo é o chamado homem-bisão, esculpido em uma estalagmite e marcado pela combinação de características humanas e animais. Alguns estudiosos sugerem que a imagem represente um xamã coberto por uma pele, mas essa interpretação permanece incerta. A possibilidade de os artistas terem explorado esses efeitos ainda precisa de confirmação.

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