Sem ônibus, brasiliense opta por transporte pirata ou carona

Baias da Rodoviária do Plano Piloto ficaram vazias no início da noite desta segunda-feira (28/8). No Metrô, o movimento ficou ligeiramente acima do normal

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postado em 28/08/2017 21:27 / atualizado em 28/08/2017 21:45

Luís Nova/Esp. CB/D.A Press
A Rodoviária do Plano Piloto registrou movimento muito abaixo do normal no início da noite desta segunda-feira (28/8), dia em que a paralisação dos rodoviários pegou de surpresa o brasiliense. Com a decisão da categoria em só reestabelecer o funcionamento integral das linhas de ônibus nesta terça-feira (29/8), o passageiro precisou encontrar outras formas de voltar para casa na hora do rush.

 
Quem esperava por algum coletivo nas baias se frustrou. A saída era apelar para o transporte pirata, que, porém, nem sempre aparecia. “Eu chego em casa geralmente às 16h40. Já são 18h, e estou aguardando até agora”, irrita-se o auxiliar de serviços gerais Jucimar Oliveira, 32 anos, morador da Asa Norte. Ele contava com a volta do fluxo normal dos ônibus. “Não sei como vou fazer”, desabafa.

Para barrar ônibus piratas, a Polícia Militar colocou barreiras nas entradas da Rodoviária. No entanto, o Correio flagrou homens que ofereciam transporte irregular para diversas regiões administrativas do Distrito Federal. Nenhum deles aceitou falar com a reportagem.

Luís Nova/Esp. CB/D.A Press
Na estação Central do Metrô, o fluxo de passageiros estava um pouco acima do normal. Nenhuma novidade para o estudante de ciências contábeis Kelvin Magalhães, 22 anos. “Quando tem greve, os vagões ficam mais cheios”, relata ele, que seguia para a faculdade onde estuda, em Águas Claras.

Outra solução era pedir carona a parentes ou amigos. Em vez da longa viagem de ônibus entre a Asa Sul e o Gama, os gêmeos Luís Felipe e Maria Luiza Moura, 15 anos, puderam voltar para casa no conforto do carro da mãe. O trajeto que duraria uma hora em um coletivo lotado durou em torno de 45 minutos. “Ela vai dar uma volta enorme, saindo de Ceilândia para nos buscar aqui”, alegra-se Luís.

Paralisação total proibida

Pouco antes de os rodoviários encerrarem a greve, uma liminar obtida pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal obrigou a categoria a garantir o funcionamento de 100% da frota de ônibus no DF nos horários de pico e 50% nos demais horários. O juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos, da 4ª vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, determinou que o Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal (Sinttrater/DF) reestabelecesse imediatamente o serviço de ônibus. O magistrado fixou ainda pena de multa diária em R$ 1 milhão, sob argumentação de que empresas não podem paralisar as atividades que contrataram com o poder público. 

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