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Correio Braziliense

Bolsonaro vai a Brumadinho amanhã; três ministros já estão a caminho

Pelo Twitter, presidente lamentou a tragédia e afirmou que a "maior preocupação neste momento é atender eventuais vítimas"


postado em 25/01/2019 15:49 / atualizado em 25/01/2019 18:52

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
O presidente Jair Bolsonaro lamentou o rompimento de uma barragem de rejeitos, que causou destruição em Brumadinho (MG), nesta sexta-feira (25/1). Pelas redes sociais, Bolsonaro também afirmou que os ministros do Desenvolvimento Regional, Gustavo Henrique Canuto; Minas e Energia, Bento Albuquerque; e Meio Ambiente, Ricardo Salles, estão a caminho da cidade mineira, que fica a cerca de 60km de Belo Horizonte.

"Lamento o ocorrido em Brumadinho-MG. Determinei o deslocamento dos ministros do Desenvolvimento Regional e Minas e Energia, bem como nosso secretário nacional de Defesa Civil para a região. Nossa maior preocupação neste momento é atender eventuais vítimas desta grave tragédia. O ministro do Meio Ambiente também está a caminho. Todas as providências cabíveis estão sendo tomadas", publicou o presidente no Twitter.
 
 
 
 
 
No começo da noite, Bolsonaro disse, em um breve pronunciamento, que vai na manhã deste sábado a Belo Horizonte, acompanhado do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Na capital mineira, eles encontrarão o governador de Minas, Romeu Zema, e, juntos, sobrevoarão a região atingida. "Vamos tomar todas as medidas cabíveis para minorar o sofrimento de familiares de possíveis vítimas, bem como a questão ambiental", afirmou o presidente.
 
A viagem acontece um dia antes de Bolsonaro se deslocar a São Paulo, onde será submetido a uma cirurgia na segunda-feira (28/1) para a retirada da bolsa de colostomia que foi preciso ser colocada após levar uma facada, durante um comício em Juiz de Fora. Lá, um gabinete de apoio será montado pelo Planalto, a fim de que o presidente retome as atividades, despache e se reúna eventualmente com ministros e autoridades. A volta dele a Brasília é prevista para 7 de fevereiro.

Um gabinete de crise já foi montado no Palácio do Planalto para acompanhar todo o desenrolar da situação. A área vai coordenar os esforços de todos os ministérios que estarão envolvidos na busca de soluções para o rompimento da barragem e redução de danos. Bolsonaro está reunido em Brasília com vários ministros para determinar as primeiras ações e equipes técnicas serão deslocadas para a região.  
 
O Ministério da Saúde informou que está integrado ao Governo de Minas para prestar assistência às vítimas. "Todas as equipes do SAMU da região estão mobilizadas p/ eventuais  deslocamentos e atendimentos necessários. Além disso, 150 leitos  hospitalares estão disponíveis", disse a pasta, que também colocou à disposição "kits de emergência (medicamentos e materiais de primeiros socorros) e outros insumos, como vacinas. Cada kit pode atender até 500 pessoas".
 
 

A barragem de rejeitos da Vale se rompeu no início da tarde desta sexta. Segundo o Corpo de Bombeiros, há vítimas, pois a lama atingiu, além da parte técnica da mineradora, uma comunidade próxima ao local. O número de pessoas atingidas ainda não foi divulgado pelas autoridades. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já foi acionado para avaliar os danos ambientais. 

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais está mobilizado para atender a ocorrência. Imagens áereas feitas pela corporação são impressionantes e dão dimensão do estrago. De acordo com a corporação, ao menos 200 pessoas estão desaparecidas.  
 
Ver galeria . 14 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )
 

Nesta semana, durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Bolsonaro chegou a dizer que as críticas dirigidas a seu governo por conta da política ambiental eram injustas. "Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país no mundo tem tantas florestas como nós", destacou, na ocasião.

Mariana

Há três anos, o Brasil vivia situação semelhante, também em MG, com o rompimento da barragem de Mariana, que deixou 19 mortos. A maior tragédia socioambiental da história do Brasil tem 22 pessoas e mais quatro empresas – Samarco Mineração S.A, BHP Billinton Brasil, a Vale e a VOGBR Recursos Hídricos e Geotecnia – denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Ninguém foi punido até hoje. Dos acusados, 21 foram enquadrados no crime de homicídio qualificado doloso, ou seja, quando se assume o risco de matar, pela perda de 19 vidas.

Os riscos não controlados provocaram grandes tragédias no estado: em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2001; em Cataguases, em 2003 e Miraí, em 2007, ambas na Zona da Mata; e Itabirito, na Região Central, em 2014. Os acidentes causaram não só a degradação ambiental nas áreas, como deixaram mortos, feridos, centenas de famílias desabrigadas e muita dor e sofrimento nas comunidades.
 
À época, o Senado criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar as barragens. A ideia era apurar as possíveis irregularidades na fiscalização e na manutenção das barragens da Samarco.  
 
 
Com informações da Agência Estado  

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