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Correio Braziliense

Motorista acusado da morte de diretora do HRT mentiu sobre o comparsa

A Polícia Civil comprovou que o acusado deu dados falsos sobre o suposto envolvido. Contudo, ainda não está descartada a participação de uma segunda pessoa no crime


postado em 05/02/2019 14:47 / atualizado em 05/02/2019 14:49

Rafael movimentou cerca R$ 200 mil da servidora do HRT(foto: Divulgação/PCDF)
Rafael movimentou cerca R$ 200 mil da servidora do HRT (foto: Divulgação/PCDF)
Rafael Henrique Dutra da Silva, 32 anos, mentiu sobre o comparsa que o teria ajudado a assassinar a médica cirurgiã e então diretora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Gabriela Rebelo Cunha, 44. Apesar disso, os investigadores não descartam o envolvimento de uma segunda pessoa no crime. O crime foi divulgado em 30 de janeiro, pela Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) da Polícia Civil do Distrito Federal.  

O delegado-chefe Leandro Ritt, afirmou que o motorista mentiu em parte do depoimento prestado à polícia. Rafael relatou que teria pago R$ 5 mil para o suposto comparsa e deu informações dele. "Contudo, a investigação comprovou que todas os dados são falsos. Estamos abertos a todas as hipóteses, como ele ter agido sozinho e ter inventado a história para se eximir do ato de matar", destaca.
 
Leandro Ritt detalha que a há uma probabilidade concreta "da participação de uma segunda pessoa, levando em consideração o modo como o assassinato foi executado."  
 
Rafael não colaborou com novas informações à polícia. Ele está preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, desde sexta-feira (1°/2), quando a Justiça converteu a temporária

Plano arquitetado 

assassinato de Gabriela aconteceu em 24 de outubro de 2018. Desde então, o Rafael utilizou o celular da vítima para se passar por ela e não levantar suspeitas. Ele manteve contato com a família, namorado e colegas de trabalho da médica, alegando que ela estava internada em um clínica para tratar de problemas pessoais e que voltaria no Natal. Durante o período, ele teria movimentado cerca de R$ 200 mil da cirurgiã.
 
Rafael era motorista de Gabriela havia cerca de dois anos, quando assumiu o lugar da mãe dele, que deixou a função após ser diagnosticada com câncer. Como a médica tinha proximidade com o suspeito, chegou a dar uma procuração para ele. Com o documento, Rafael conseguia realizar movimentações financeiras das contas e imóveis da vítima. Com o acesso, ele começou a subtrair pequenos valores mensalmente, sem que a diretora soubesse. 
 
A mulher foi alertada por um namorado, no segundo semestre de 2018. A cirurgiã acreditou nos conselhos e recolheu a procuração de Rafael, que ficou insatisfeito com a situação. Para voltar a ter acesso ao dinheiro de Gabriela, arquitetou o assassinato
 
No dia do crime, a cirurgiã trabalhou normalmente no turno matutino no HRT, no almoço, seguiu para uma agência bancária em Sobradinho. Na volta, o motorista disse que não poderia ir pelo mesmo caminho porque o trânsito estava interrompido. Na estrada alternativa, parou o carro em um ponto de ônibus, alegando problemas no veículo. 
 
Neste momento, o suposto comparsa teria rendido os dois com uma faca e ordenado a ida até Brazlândia. O motorista só parou quando chegou em uma área de cerrado, onde Gabriela foi retirada do automóvel e assassinada. Rafael alega que a cirurgiã foi morta asfixiada. O corpo da vítima ficou no local e foi descoberto pela polícia em 28 de janeiro. 
 
A causa da morte da médica só será confirmada após o laudo cadavérico, previsto para sair no fim de fevereiro. 

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