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Correio Braziliense

Lilian Cristina, 20ª vítima de feminicídio no DF em 2019, é sepultada

Ela foi assassinada pelo ex-namorado dentro de casa, com uma facada no coração


postado em 14/09/2019 16:46 / atualizado em 14/09/2019 17:34

Familiares e amigos se despediram da jovem de 25 anos(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Familiares e amigos se despediram da jovem de 25 anos (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
O corpo de Lilian Cristina da Silva, 25 anos, foi sepultado na tarde deste sábado (14/9) no cemitério de Sobradinho. Emocionados, familiares e amigos deram adeus à 20ª vítima de feminicídio do Distrito Federal em 2019. Por opção da família, não houve velório e o enterro aconteceu por volta das 16h.
 
Emocionada, a mãe, Damiana da Silva, 48 anos, lembra da alegria de viver da filha. "Ela era muito feliz e agitada. Gostava de brincar com todo mundo, e ajudava quem precisasse. Se você caísse, ela já estava te segurando e te levando ao hospital se fosse necessário."
 
O rosto de Lillian estava estampado em camisetas brancas com as frases "Saudades eternas" e "Parem de nos matar". O pai, Adão Nunes, 50 anos, pede justiça. "Todo mundo tem direito de ter liberdade. Se fosse Deus que tivesse levado, a gente iria entender, mas desse jeito não", disse.

Relembre

Lillian foi assassinada pelo ex-namorado Jhonnatan Neto, 36 anos, na última quinta-feira (12/9), dentro de casa, no Paranoá. Ciúmes teriam motivado o crime. Na ocasião, ele encontrou a mulher em casa com o atual companheiro e, com ódio, desferiu a facada no coração da vítima.
 
Apesar de estarem separados, Jhonnatan e Lilian moravam no mesmo lote, em uma chácara onde trabalhavam. O dono da chácara chegou a solicitar a um vizinho, que é agente penitenciário, que retirasse o agressor do local. Quando o policial chegou, o ex-namorado da mulher estava discutindo com o atual, o ameaçando de morte. 
 
O vizinho deu dois tiros de alerta para o chão, depois tirou a faca da mão dele e socorreu a vítima, a conduzindo para o hospital, enquanto o dono da chácara mantinha o acusado no local para evitar a fuga. O próprio policial voltou e conduziu o assassino à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Preso, ele confessou.

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