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Correio Braziliense

Integrantes de organizada do Palmeiras vão a júri popular por agressões

Crime aconteceu durante intervalo de jogo entre time paulista e Flamengo, no Mané Garrincha. Réus responderão por tentativa de homicídio


postado em 06/11/2019 20:04 / atualizado em 06/11/2019 20:33

Cerca de 30 integrantes da Mancha Alviverde foram parar na delegacia(foto: PMDF/Divulgação - 5/6/2016)
Cerca de 30 integrantes da Mancha Alviverde foram parar na delegacia (foto: PMDF/Divulgação - 5/6/2016)
Dois integrantes de uma torcida organizada do Palmeiras, a Mancha Alviverde, irão a júri popular na próxima quinta-feira (7/11). Gabriel Augusto Silva e Anderson dos Santos Silva são acusados de tentar assassinar um torcedor do Flamengo no intervalo da partida, disputada em 2016, no Mané Garrincha. A dupla responderá pelas agressões à vítima, que, mesmo desmaiada, continuou a receber socos, chutes e pisões na região da cabeça.

O embate entre as duas torcidas aconteceu durante um jogo em 5 de julho de 2016, no Estádio Nacional Mané Garrincha. Após provocações entre as duas partes, diversos torcedores entraram em uma briga nos corredores do estádio. Para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o problema decorreu de falhas na segurança. 

Na denúncia, o MPDFT defende três qualificadoras para a tentativa de homicídio: motivo fútil, pelo fato de a vítima ser torcedora do time rival; emprego de meio cruel; e dificuldade de defesa da vítima, pois os réus agiram com "evidente superioridade numérica e forças". O homem agredido foi socorrido e levado ao Hospital de Base

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Leite, o crime de assassinato não se consumou devido a "circunstâncias alheias às vontades dos réus, uma vez que houve intervenção de terceiros para impedir a continuidade das agressões".


"Conduta inadequada"

Gabriel Augusto chegou a cumprir um ano e meio de pena em regime fechado por lesão corporal grave, na mesma ocasião. Hoje, ele mora em São Paulo. Um dos advogados do acusado, Marcelo de Sousa Vieira afirma que Gabriel deu "um único pisão" na vítima. A ação, segundo o defensor, não configuraria uma tentativa de homicídio, apesar de considerada inadequada.

"Ele não pode ser um bode expiatório. As imagens do vídeo que consta nos autos são extremamente claras. Tratou-se de uma lesão corporal de natureza leve. O laudo foi claro nisso. O vídeo mostra um único pisão. Isso não seria uma tentativa de homicídio", ressaltou Marcelo.

O Correio não conseguiu contato com a defesa de Anderson, representado por um defensor público. 

Duas pessoas hospitalizadas

O jogo, pela série A do Brasileirão de 2016, ocorreu em um domingo. Houve relatos de brigas não apenas durante o intervalo, como também após o fim da partida, dentro e fora do estádio. O Batalhão de Choque da Polícia Militar interviu para conter a confusão. A Polícia Militar usou spray de pimenta, o que afetou outros torcedores e atrasou o reinício do jogo por cerca de cinco minutos. Havia, aproximadamente, 55 mil pessoas presentes. O jogo terminou em 2 x 1 para o Palmeiras. 

Cerca de 30 torcedores do Palmeiras foram conduzidos à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) no dia da partida.O confronto teria contado com a ação de torcedores da Mancha Alviverde e da Torcida Jovem do Flamengo. Um outro homem também foi hospitalizado.

Em 8 de junho de 2016, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) interditou o Estádio Nacional para a organização de jogos de futebol até que fossem apresentado um plano com soluções para a segurança do público. Menos de uma semana depois, o estádio foi liberado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Com informações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)


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