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Correio Braziliense

''Para mim ele descansou'', diz mãe de motorista de aplicativo morto

Maurício Cuquejo foi assassinado na madrugada de quinta-feira (23/1), após corrida em aplicativo. No corpo havia perfurações de facadas. Investigações apontam para homicídio ou latrocínio


postado em 23/01/2020 15:47 / atualizado em 23/01/2020 16:31

Polícia suspeita de latrocínio ou homicídio(foto: Redes Sociais)
Polícia suspeita de latrocínio ou homicídio (foto: Redes Sociais)
"Ele era hemofílico, fazia tratamento no hemocentro. Sempre teve um vida difícil. Para mim ele descansou. Que Deus leve e cuide da alma dele”, declara Maria do Socorro, 58 anos, mãe de Maurício Cuquejo, 29. O jovem foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (23/1) dentro de uma vala de contenção em uma estrada de terra na região da Granja do Torto.
 
A vítima tinha perfurações no rosto, braço e perna. O corpo foi abandonado a poucos metros do carro utilizado nas corridas, um Renault Logan branco. Investigações apontam para homicídio ou latrocínio (roubo com morte). Os responsáveis pelo crime estão foragidos. 
 
A mãe do rapaz conta que o filho tinha comprado recentemente o carro para fazer as corridas. "Ele começou a trabalhar no aplicativo há 8 meses. Até fui eu que emprestei o dinheiro para ele comprar o carro. Ele formou ano passado em gastronomia e queria montar o próprio negócio", explicou.
 
O corpo de Mauricio Cuquejo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML)(foto: Thais Umbelino/DA Press)
O corpo de Mauricio Cuquejo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) (foto: Thais Umbelino/DA Press)
De acordo com ela, pela doença, o primogênito não conseguia ficar muito tempo em pé. "Ele tinha dificuldade de locomoção, por isso decidiu trabalhar com o aplicativo, ao invés de a trabalhar em restaurantes", disse.  

Moradores do condomínio Boa Esperança 2, na Granja do Torto, encontraram Maurício submerso em uma vala com água, às 7h. A suspeita é de o que crime foi cometido durante uma corrida, e o corpo tenha sido levado depois ao local. Na região há câmeras de segurança e a polícia vai avaliar as imagens. 

Violência contra motoristas

Em 18/1, Aldenys da Silva, 29 anos foi encontrado em estado avançado de decomposição e embalado em um plástico, segundo a Polícia Civil. O homem estava desaparecido desde 3 de janeiro, quando saiu de casa, em Sol Nascente, para negociar um lote em Ceilândia Norte. De acordo com o delegado-chefe da 19° Delegacia de Polícia (Ceilândia, P Norte), Gustavo Augusto da Silva, um jovem de 19 anos teria solicitado uma corrida por aplicativo a Aldneys e, ao tentar roubá-lo, o teria matado. "Essa é a nossa principal linha de investigação até o momento, mas não descartamos nenhuma outra possibilidade", explicou. 

Em novembro de 2019, na noite de sexta-feira (11/10), outro motorista de aplicativo foi vítima de latrocínio. Tiego Cavalcante, 28 anos, foi encontrado morto com um tiro no rosto, em uma estrada de chão, em Samambaia. O carro dele foi levado e abandonado em um estacionamento próximo à feira permanente da 202 de Samambaia Norte. Tiego recebeu a última chamada para uma corrida às 17h40. Cerca de três horas depois, ele foi encontrado sem vida, de barriga para cima, na Quadra 517.

No mesmo fim de semana, Henrique Fabiano Dias foi encontrado morto, com sinais de estrangulamento, na madrugada de domingo (13/10), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Henrique Fabiano Dias, 25 anos, fez o último contato com a namorada por volta da 0h, avisando que ia atender uma chamada em um posto no Núcleo Bandeirante. Depois disso, ela e a família perderam o contato com o jovem.  Os parentes chegaram a registrar ocorrência de desaparecimento.

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