Publicidade

Correio Braziliense

Após demissão de Bebianno, Carlos Bolsonaro posta foto agarrado à mãe

Filho do presidente Jair Bolsonaro foi o pivô da crise que culminou na exoneração do, agora, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência


postado em 18/02/2019 22:05 / atualizado em 18/02/2019 22:11

(foto: Reprodução/Twitter)
(foto: Reprodução/Twitter)
 
Pivô da polêmica que culminou na demissão de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) publicou uma foto agarrado à mãe poucas horas depois de o governo de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, anunciar a exoneração do, agora, ex-ministro.

"Recebendo a visita da mãe e bater aquele rango que só ela sabe fazer", publicou o vereador no Twitter, na noite desta segunda-feira (18/2). A maior parte dos seguidores elogiou Carlos sem, no entanto, fazer menção ao episódio envolvendo Bebianno.
 
 
 

O caso 

A queda de Bebianno de um dos cargos mais importantes do governo começou após denúncias de que uma candidata do PSL à Câmara dos Deputados havia sido usada como laranja, nas eleições de 2018. Maria de Lourdes Paixão concorreu pelo estado de Pernambuco e teve um número inexpressivo de votos, na contramão da quantia destinada à ela durante a campanha. A candidata recebeu R$ 400 mil reais do fundo partidário. À época, Bebianno era presidente do PSL.

 

Bebianno havia dito à imprensa que não havia crise no governo, e que já teria conversado com o presidente sobre o assunto e que estava tudo bem. No olho do furacão, o agora ex-ministro passou a ligar para Bolsonaro, que estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, após ser submetido a uma cirurgia, para a retirada da bolsa de colostomia que usava desde a facada que recebeu, em 6 de setembro do ano passado.

 

Carlos Bolsonaro negou que Bebianno e o presidente tivessem conversado e chamou o então ministro de mentiroso. Nas redes sociais, ele publicou um áudio, onde Bolsonaro "dispensa" o ministro e deseja-lhe "boa sorte". A desculpa era de que o chefe do executivo só estava tratando, por telefone, assuntos de extrema importância, por recomendação médica. O tuíte foi compartilhado por Bolsonaro no dia seguinte.  

 

 

 

Bolsonaro e Bebianno se encontraram na última sexta-feira (15/2), junto com o vice-presidente Hamilton Mourão e os dois ministros - da Casa Civil, Onyx Lorenzoni e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. Segundo o porta-voz Rêgo Barros, esse teria sido o último dia em que o presidente teria falado com o ministro. Os militares tentaram evitar a demissão de Bebianno, mas todos os esforços acabaram fracassados.  

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade