Politica

Bolsonaro tira Joice Hasselmann da liderança do governo do Congresso

A mudança foi anunciada um dia depois de Joice se opor à indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para liderança do partido na Câmara

Ingrid Soares, Jorge Vasconcellos
postado em 17/10/2019 17:06
[FOTO1]O presidente Jair Bolsonaro retirou da liderança do governo no Congresso a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira (17/10) pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, que disse que a função será ocupada pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO). A mudança foi anunciada um dia depois de Joice se opor à indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para ser o novo líder do partido na Câmara.

"Sendo uma prerrogativa do Presidente da República escolher seus líderes para representar o governo no poder legislativo, será encaminhada mensagem ao congresso nacional informando a substituição da Deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) pelo Senador Eduardo Gomes (MDB-TO) na função de líder do governo naquela casa legislativa", disse Rêgo Barros.

O Correio entrou em contato com a assessoria da deputada Joice Hasselmann, que informou que, até ontem, não havia recebido qualquer comunicação oficial sobre a mudança no comando da liderança do governo no Congresso.

[SAIBAMAIS]Nesta quarta-feira (16/10), as revistas "Época" e "Crusoé" divulgaram áudio de uma gravação com o presidente Bolsonaro pedindo assinatura, possivelmente a um deputado do PSL não identificado, na tentativa de conseguir apoios para tirar o Delegado Waldir da liderança do partido na Câmara. À noite, deputados do PSL protocolaram um requerimento com 27 assinaturas - mais da metade dos 53 pesselistas na Câmara - para que Eduardo Bolsonaro passasse a ser o líder.

A situação de Joice na liderança do governo ficou insustentável após a deputada assinar uma lista de apoio à permanência de Delegado Waldir na liderança do PSL na Câmara.

A crise no PSL, impulsionada pelo escândalo das candidaturas laranjas, começou a se agravar no dia 8 de outubro, quando Bolsonaro disse para um seguidor esquecer a sigla e que Luciano Bivar estava "queimado para caramba". Delegado Waldir é um dos mais fiéis aliados de Bivar.

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