Publicidade

Correio Braziliense

Câmara confirma: Eduardo Bolsonaro é o novo líder do PSL na Casa

Após referendo, lista apresentada nesta segunda-feira (21/10) teve 28 das 29 assinaturas validadas


postado em 21/10/2019 12:43 / atualizado em 21/10/2019 14:29

O requerimento de Eduardo é o que vale pois foi apresentado por último(foto: Nelson Almeida/AFP)
O requerimento de Eduardo é o que vale pois foi apresentado por último (foto: Nelson Almeida/AFP)
A partir desta segunda-feira (21/10), a liderança do PSL na Câmara dos Deputados pertence a Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Logo pela manhã, 29 deputados assinaram um requerimento no qual pediam que o então líder da sigla na Casa, Delegado Waldir (PSL-GO), fosse destituído do posto e que o filho do presidente Jair Bolsonaro fosse nomeado para o cargo. 

Após conferência das assinaturas no início da tarde, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara validou 28 rubricas, mais da metade do total de parlamentares que a legenda tem na Casa — 53. Apesar de, na semana passada, o órgão ter validado uma lista com 29 assinaturas em favor de Delegado Waldir, o requerimento pró-Eduardo é o que vale, pois foi apresentado por último.

"À disposição do novo líder"

Ciente da derrota, o ex-líder gravou um vídeo no qual diz aceitar a troca "democraticamente". "Já estarei à disposição do novo líder para, de forma transparente, passar para ele toda a liderança do PSL", disse.

Delegado Waldir também agradeceu aos parlamenteares que confiaram no projeto dele como líder e afirmou não ser subordinado a nenhum governador e a nenhum presidente, mas sim, ao eleitor.

"Vou continuar defendendo todas as prerrogativas do parlamento. Nós não rasgamos a Constituição (Federal) ainda. Nós não rasgamos a Constituição. A Constituição prevê que o Executivo não deve interferir no parlamento em nenhuma ação", frisou o deputado.
 
  

Assinaram a lista desta segunda-feira: Alê Silva (PSL-MG), Aline Sleutjes (PSL-PR), Bia Kicis (PSL-DF), Bibo Nunes (PSL-RS), Carla Zambelli (PSL-SP), Carlos Jordy (PSL-RJ), Caroline de Toni (PSL-SC), Chris Tonietto (PSL-RJ), Coronel Armando (PSL-SC), Coronel Chrisóstomo (PSL-RO), Daniel Silveira (PSL-RJ), Daniel Freitas (PSL-SC), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Enéias Reis (PSL-MG), Filipe Barros (PSL-PR), General Girão (PSL-RN), General Peternelli (PSL-SP), Guiga Peixoto (PSL-SP), Helio Lopes (PSL-RJ), Junio Amaral (PSL-MG), Léo Motta (PSL-MG), Luiz Lima (PSL-RJ), Luiz Phelippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), Luiz Ovando (PSL-MS), Major Vitor Hugo (PSL-GO), Marcelo Brum (PSL-RS), Marcio Labre (PSL-RJ), Ricardo Pericar (PSL-RJ) e Sanderson (PSL-RS).

Destes, Coronel Chrisóstomo, Daniel Silveira, Daniel Freitas, Enéias Reis, Léo Motta, Luiz Lima e Marcelo Brum também haviam firmado o documento que defendia a manutenção de Delegado Waldir na liderança do PSL na Câmara.

Crise no PSL 

O partido enfrenta uma crise entre a cúpula do partido e a ala bolsonarista da legenda desde a semana passada. A tentativa de destituir Delegado Waldir (GO), na última quarta-feira (16), culminou na saída de Joice Hasselmann (SP) da liderança do governo no Congresso, em áudios vazados, e também no afastamento de cinco deputados de atividade partidiária. Pelas redes sociais, Hasselmann e Eduardo também trocaram farpas, acusações e críticas.  

  


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade