O Governo Federal realizou em 2024 e 2025 as primeiras edições do Concurso Nacional Unificado (CNU), um modelo de prova única que selecionou servidores para dezenas de órgãos federais. Apelidado de “Enem dos Concursos”, o sistema centralizou os processos seletivos, permitindo que candidatos concorressem a múltiplas vagas com uma única inscrição. A primeira edição, em 2024, ofereceu 6.640 vagas para 21 órgãos, enquanto a segunda, em 2025, contou com 3.652 vagas para 32 órgãos.
A prova foi aplicada simultaneamente em centenas de cidades brasileiras, facilitando a participação de pessoas que vivem fora dos grandes centros. A proposta foi democratizar o acesso ao serviço público e selecionar profissionais com perfis mais diversificados para compor a administração federal.
Como funciona o Concurso Nacional Unificado?
No modelo do CNU, o candidato realiza uma única inscrição e escolhe um dos nove blocos temáticos disponíveis, que agrupam cargos com perfis e conhecimentos semelhantes. Após a escolha do bloco, foi preciso indicar os cargos de preferência em ordem de prioridade. A aprovação e a classificação seguiram essa ordem, combinada com a nota obtida.
A estrutura da prova foi dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia: uma com questões objetivas de conhecimentos gerais e específicos, e outra com uma questão dissertativa. A aprovação em um cargo dependeu diretamente do desempenho do candidato e da sua lista de prioridades definida no momento da inscrição.
Conheça os blocos temáticos e as vagas
As vagas foram distribuídas em nove blocos, com remunerações que variaram de R$ 4 mil a mais de R$ 22 mil, dependendo do cargo. A organização dos blocos pode variar a cada edição, mas as primeiras seguiram uma estrutura similar a esta:
- Bloco 1 – Ensino, patrimônio e políticas culturais: Vagas para áreas de educação, cultura e políticas sociais.
- Bloco 2 – Tecnologia, Dados e Informação: Focado em profissionais de TI, estatística e ciência de dados, com vagas em órgãos como IBGE e Previc e remunerações de até R$ 20,9 mil.
- Bloco 3 – Infraestrutura, mobilidade e obras públicas: Reuniu vagas para arquitetos, engenheiros e especialistas em geociências, com salários que ultrapassaram R$ 20 mil.
- Bloco 4 – Trabalho e Saúde do Servidor: Direcionado a médicos, psicólogos e auditores-fiscais do trabalho, cujo cargo tem salário inicial de R$ 22,9 mil.
- Bloco 5 – Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos: Concentrou grande parte das vagas de nível superior, com salários entre R$ 5 mil e R$ 11 mil.
- Bloco 6 – Setores Econômicos e Regulação: Oportunidades para economistas, reguladores e analistas, com salários acima de R$ 20 mil em agências reguladoras.
- Bloco 7 – Gestão Governamental e Administração Pública: Considerado o mais abrangente, incluiu vagas para diversas formações em áreas de gestão, com salários de até R$ 20,9 mil.
- Bloco 8 – Nível Intermediário: Destinado a candidatos com ensino médio completo para vagas no IBGE, Funai e Ministério da Agricultura.
- Bloco 9 – Nível Intermediário e Técnico: Agrupou outras vagas que exigem ensino médio ou técnico, com salários entre R$ 4 mil e R$ 8 mil.
Previsão para os próximos anos
Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, não haverá uma nova edição do Concurso Nacional Unificado em 2026. A previsão é que o modelo seja retomado apenas em 2027, permitindo que os órgãos federais se planejem para futuras seleções centralizadas.










