Viajar para o espaço deixou de ser uma exclusividade de astronautas governamentais, mas o mercado de turismo espacial vive uma fase de transição. Empresas pioneiras como a Virgin Galactic, de Richard Branson, pausaram suas operações em junho de 2024 para desenvolver sua nova frota de naves Delta class, com retomada prevista para o final de 2026. Da mesma forma, a Blue Origin, de Jeff Bezos, suspendeu os voos turísticos de seu foguete New Shepard em janeiro de 2026 para focar no desenvolvimento do módulo lunar Blue Moon. Atualmente, a SpaceX, de Elon Musk, segue ativa com missões orbitais mais complexas e ambiciosas.
A experiência oferecida por essas companhias se divide principalmente em dois tipos: suborbital e orbital. Entender a diferença é fundamental para compreender a complexidade e o custo de cada jornada. Os voos suborbitais são os mais comuns, levando passageiros até a borda do espaço, acima da Linha de Kármán, a 100 quilômetros de altitude.
Nessas viagens, que duram poucos minutos, os turistas espaciais podem se soltar dos assentos para flutuar em microgravidade e observar o planeta de uma perspectiva única. Após o apogeu, a cápsula ou avião espacial retorna à Terra. Já os voos orbitais, como os realizados pela SpaceX, são muito mais complexos, colocando a nave em órbita ao redor do planeta por vários dias.
Quanto custa a experiência do turismo espacial?
Os valores para se tornar um turista espacial variam drasticamente dependendo do tipo de voo e da empresa. As cifras ainda são restritas a um público extremamente limitado, mas o mercado já possui referências de preços para essas aventuras.
- Virgin Galactic: a empresa cobra cerca de 750 mil dólares por um assento em suas futuras naves da classe Delta. A nave anterior, VSS Unity, foi aposentada, e as novas operações estão previstas para começar no final de 2026.
- Blue Origin: assentos no foguete New Shepard foram leiloados por milhões de dólares no passado. No entanto, a empresa suspendeu seus voos de turismo em janeiro de 2026 por pelo menos dois anos para priorizar projetos para a NASA, e não há previsão para a retomada do serviço.
- SpaceX: as missões orbitais têm um custo muito superior. Voos privados, como a missão Inspiration4, que levou quatro civis ao espaço por três dias, custaram dezenas de milhões de dólares por passageiro.
Quem pode viajar para o espaço?
O primeiro requisito, e mais evidente, é o financeiro. No entanto, o dinheiro não é o único critério. Os candidatos precisam passar por uma avaliação de saúde para garantir que podem suportar as forças G durante a decolagem e o pouso, além das condições do ambiente espacial. Embora os exames não sejam tão rigorosos quanto os exigidos para astronautas profissionais, é necessário ter uma boa condição física geral.
O treinamento para os voos suborbitais costuma ser breve, durando apenas alguns dias. Durante esse período, os passageiros aprendem sobre os procedimentos de segurança, o funcionamento da nave e como agir em situações de emergência. Para as missões orbitais, a preparação é mais longa e intensa, envolvendo semanas de treinamento específico.










