Um futuro sem oxigênio pode selar o destino da vida na Terra, mas essa é uma ameaça para daqui a um bilhão de anos. Um estudo de 2021, publicado na revista Nature Geoscience, trouxe o tema à tona ao calcular como a atividade do Sol tornará o planeta inabitável. No entanto, outros perigos cósmicos, alguns bem mais imprevisíveis, também rondam nosso futuro.
Embora cenários apocalípticos alimentem a ficção, a ciência monitora ameaças reais que poderiam causar extinções em massa. Conheça cinco eventos cósmicos ou geológicos de grande escala que representam um risco para a vida no planeta.
Impacto de um grande asteroide
O impacto de um corpo celeste de grandes proporções é talvez o cenário mais conhecido. A colisão que formou a cratera de Chicxulub, no México, há 66 milhões de anos, é o exemplo mais famoso e está associada à extinção dos dinossauros. Um evento similar hoje lançaria detritos na atmosfera, bloqueando a luz solar e causando um colapso climático global.
Agências espaciais como a Nasa monitoram constantemente objetos próximos da Terra para prever possíveis colisões. Embora a probabilidade de um impacto catastrófico seja baixa em qualquer ano, o risco nunca é zero.
Erupção de um supervulcão
Diferente dos vulcões comuns, um supervulcão não cria uma montanha cônica, mas uma vasta caldeira. Sua erupção é um evento geológico capaz de alterar o clima do planeta. A principal ameaça seria a liberação maciça de cinzas e gases na atmosfera, que criaria um “inverno vulcânico” por anos, devastando a agricultura e ecossistemas.
Existem vários supervulcões adormecidos na Terra, como o de Yellowstone, nos Estados Unidos. As erupções são extremamente raras, ocorrendo em intervalos de centenas de milhares de anos.
Explosão de raios gama
Uma explosão de raios gama é um dos eventos mais energéticos do universo, liberada quando estrelas muito massivas colapsam. Se uma dessas explosões ocorresse perto o suficiente da Terra e estivesse apontada em nossa direção, seus raios poderiam destruir grande parte da camada de ozônio. Sem essa proteção, a radiação ultravioleta do Sol se tornaria letal para a maior parte da vida na superfície.
Apesar de seu poder devastador, a probabilidade de um evento como esse afetar nosso planeta é considerada extremamente baixa pelos astrônomos, já que exigiria uma combinação muito específica de proximidade e alinhamento.
A expansão do Sol
Nosso próprio Sol se tornará uma ameaça em seu ciclo de vida. Daqui a cerca de 5 bilhões de anos, ele esgotará o hidrogênio em seu núcleo e começará a se expandir, transformando-se em uma gigante vermelha. Nessa fase, ele provavelmente engolirá Mercúrio e Vênus.
Mesmo que a Terra escape de ser engolida, a temperatura na superfície subiria a ponto de ferver os oceanos e eliminar qualquer forma de vida.
A perda de oxigênio
A ameaça que inspirou o debate recente é mais lenta e silenciosa. Em aproximadamente um bilhão de anos, o Sol ficará mais brilhante e quente. Esse aquecimento acelerará o intemperismo das rochas, processo que remove dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera. Com níveis de CO₂ muito baixos, a fotossíntese se tornará inviável para as plantas, que deixarão de produzir oxigênio. A atmosfera se tornaria rica em metano, tornando o planeta inabitável para a vida complexa que conhecemos.










