O período para acertar as contas com o Leão se aproxima e, com ele, a preocupação de muitos brasileiros em não cair na malha fina da Receita Federal. Um simples erro de digitação ou o esquecimento de uma informação importante pode reter a declaração, gerar multas e atrasar o recebimento da restituição do Imposto de Renda.
Pequenos descuidos na hora de preencher os dados são os principais responsáveis por levar os contribuintes a terem suas declarações analisadas mais a fundo. Para minimizar esses riscos, especialistas recomendam o uso da declaração pré-preenchida, que já importa diversas informações automaticamente. Conhecer as falhas mais comuns é o primeiro passo para garantir um processo tranquilo e evitar dores de cabeça com o Fisco.
Principais erros que levam à malha fina
A Receita Federal cruza informações de diversas fontes, como empresas, bancos e cartórios. Por isso, qualquer inconsistência é facilmente detectada. Fique atento aos pontos que mais geram problemas:
- Omissão de rendimentos: este é um dos motivos mais recorrentes. É fundamental declarar todas as fontes de renda recebidas no ano anterior, como salários, aluguéis, pensões e trabalhos como autônomo. Rendimentos de dependentes também precisam ser informados.
- Despesas médicas incorretas: informar gastos com saúde que não são dedutíveis ou com valores diferentes dos recibos é uma falha grave, especialmente com o cruzamento de dados cada vez mais rigoroso da Receita. Apenas despesas do titular e de seus dependentes legais podem ser incluídas, sempre com comprovante válido, como notas fiscais.
- Informações de dependentes: incluir um dependente que não se enquadra nas regras, como um filho maior de 24 anos ou maior de 21 anos que não esteja cursando ensino superior ou técnico, é um erro comum. Além disso, cada CPF só pode constar como dependente em uma única declaração.
- Variação patrimonial incompatível: a compra ou venda de bens de alto valor, como carros e imóveis, deve ser declarada. Se o sistema identificar um aumento de patrimônio que não é compatível com a renda informada, a declaração pode ser retida para análise.
- Erros de digitação: um número errado no CPF de um dependente, no CNPJ de uma fonte pagadora ou nos valores de rendimentos e deduções é o suficiente para causar problemas. Uma revisão cuidadosa antes do envio é essencial.
Como corrigir a declaração e evitar problemas
Quem percebeu algum erro após o envio pode respirar aliviado. É possível corrigir as informações por meio de uma declaração retificadora, feita diretamente no programa da Receita Federal ou pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”. O ideal é fazer o ajuste antes de receber qualquer notificação do Fisco, pois isso evita multas.
O contribuinte pode acompanhar o status do processamento pelo portal e-CAC. Se houver alguma pendência, o sistema indicará o motivo, facilitando a identificação do erro. Para corrigir, basta abrir a declaração enviada, selecionar a opção “Retificar” e alterar os campos necessários. O novo documento substitui integralmente o anterior.









