Morar em Portugal continuou a encarecer em 2026. O sonho de viver no país europeu agora exige um planejamento financeiro mais robusto, especialmente para quem mira as cidades de Lisboa e Porto. A combinação de inflação, aumento da procura por imóveis e a valorização do euro pressionou os preços de aluguéis, contas básicas e até do carrinho de supermercado.
O cenário reflete uma nova realidade econômica que afeta diretamente o orçamento de novos moradores e de quem já vive por lá. Os valores subiram de forma expressiva, transformando o custo de vida em um dos principais pontos de atenção para brasileiros que planejam a mudança.
Quanto custa o aluguel?
O aluguel continua sendo o maior peso nas despesas mensais para quem mora ou deseja morar em Portugal. Em Lisboa, um apartamento de um quarto (T1) em áreas mais centrais dificilmente é encontrado por valores entre 1.300 e 1.500 euros. Nas regiões mais afastadas, os preços podem variar entre 1.000 e 1.200 euros. A alta demanda tornou a busca por um lar uma tarefa desafiadora.
No Porto, a segunda maior cidade do país, o cenário é semelhante, embora com valores um pouco mais baixos. Um T1 no centro custa, em média, 1.100 euros. Em bairros vizinhos, é possível encontrar opções entre 800 e 900 euros. Em ambos os casos, é comum a exigência de múltiplos aluguéis adiantados como caução.
E as despesas do dia a dia?
As compras de supermercado também sentiram o impacto da inflação. Um casal gasta, em média, de 400 a 500 euros por mês com alimentação básica. Itens como azeite, carne e laticínios tiveram aumentos significativos. As contas de casa, incluindo eletricidade, água, gás e internet, somam cerca de 100 a 150 euros mensais, dependendo do consumo.
Para se locomover, o passe mensal de transporte público, que integra metrô, ônibus e outros modais, varia entre 30 e 40 euros tanto na área metropolitana de Lisboa quanto na do Porto. Este é um dos poucos custos que se manteve relativamente estável e representa uma economia importante para quem depende do serviço diariamente.
Comer fora também encareceu. Uma refeição simples em um restaurante popular, conhecida como “prato do dia”, varia entre 10 e 12 euros. Um café, o famoso “bica” em Lisboa ou “cimbalino” no Porto, custa em média 80 cêntimos. O desafio para muitos é equilibrar essas despesas com o salário mínimo nacional, atualmente fixado em 920 euros.










