Você já se perguntou por que o botijão de gás de 13 quilos pode custar bem mais caro na sua cidade do que na do vizinho? A resposta está em uma combinação de fatores que se somam desde a refinaria até a sua casa. O preço final que você paga não é definido por um único agente, mas sim por uma cadeia que envolve produção, impostos, transporte e margens de lucro.
O ponto de partida é o valor definido pela Petrobras nas refinarias. Esse preço é influenciado pelo custo do petróleo no mercado internacional e pela cotação do dólar. No entanto, ele representa apenas uma parte do total. A partir daí, outros custos começam a ser adicionados, fazendo o valor subir.
O caminho do preço até sua casa
Um dos principais vilões da diferença de preços entre os estados é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Como é um tributo estadual, cada governo define sua própria alíquota, o que cria uma variação imediata no custo. Além dele, incidem também os impostos federais PIS/Pasep e Cofins.
Outro elemento fundamental é a logística. O custo do frete para transportar o gás da distribuidora até o ponto de venda varia drasticamente conforme a distância e a infraestrutura da região. Cidades mais distantes dos polos de distribuição ou com acesso mais difícil naturalmente terão um gás mais caro.
Por fim, entram as margens de lucro das distribuidoras e dos revendedores. As empresas que compram o gás da Petrobras e o envasam nos botijões aplicam sua margem. Depois, os pontos de venda que entregam o produto ao consumidor final também adicionam seu lucro, que pode variar com base na concorrência local e nos custos operacionais de cada estabelecimento.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza pesquisas periódicas de preços em todo o país. Os levantamentos mostram que a soma de todos esses fatores pode gerar uma diferença de dezenas de reais no valor do mesmo botijão de gás, dependendo de onde o consumidor está.









