Batizar uma nova estrela, um planeta distante ou um asteroide que cruza o sistema solar não é uma tarefa aleatória. Embora a NASA seja a protagonista de muitas dessas descobertas, a responsabilidade final pelos nomes cabe a uma única organização global: a União Astronômica Internacional (IAU), fundada em 1919 para padronizar a astronomia.
Essa centralização evita que um mesmo corpo celeste receba múltiplos nomes, o que criaria um caos para cientistas e pesquisadores em todo o mundo. A regra é clara: a IAU é a única instituição com autoridade para aprovar uma nomenclatura oficial. Quem descobre um novo objeto geralmente tem o direito de sugerir um nome, mas a proposta precisa passar por um rigoroso processo de aprovação.
Leia Mais
As diretrizes variam conforme o tipo de objeto espacial. Planetas e suas luas, por exemplo, tradicionalmente recebem nomes de figuras mitológicas de diversas culturas, como Júpiter, Vênus ou Titã. Já os cometas são frequentemente batizados com o sobrenome de seus descobridores, como o famoso cometa Halley.
Como os nomes são escolhidos?
Para cada categoria de corpo celeste, existem convenções específicas que guiam a escolha dos nomes. O objetivo é manter a organização e o respeito a temas culturais e históricos. As principais regras são:
- Exoplanetas: Mundos que orbitam outras estrelas geralmente recebem o nome de sua estrela hospedeira seguido por uma letra minúscula, começando por “b”. O primeiro planeta descoberto em um sistema é “b”, o segundo é “c”, e assim por diante.
- Asteroides: Aqui há mais flexibilidade. Após a confirmação da órbita de um asteroide, seu descobridor pode sugerir um nome. A proposta não pode ter caráter comercial, político ou ofensivo.
- Estrelas: A maioria das estrelas visíveis já foi batizada há séculos por civilizações antigas. As novas descobertas geralmente recebem designações alfanuméricas de catálogos estelares, que indicam sua posição no céu.
O público também pode participar. Ocasionalmente, a IAU promove campanhas globais, como o projeto “NameExoWorlds”, que convida pessoas de todo o mundo a sugerir e votar em nomes para exoplanetas e suas estrelas. É uma forma de conectar a sociedade diretamente com as descobertas cósmicas.
É importante destacar que empresas que vendem o direito de “batizar uma estrela” não têm reconhecimento oficial. Esses nomes são registrados apenas nos arquivos privados da companhia e não são utilizados pela comunidade científica. A única nomenclatura válida é aquela aprovada pela União Astronômica Internacional.









