A hantavirose, uma doença infecciosa rara mas com alta taxa de letalidade, é transmitida principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. O contágio acontece quando esses dejetos secam, misturam-se à poeira no ambiente e são aspirados por pessoas, especialmente em locais fechados como galpões, celeiros ou casas abandonadas.
O risco de transmissão aumenta consideravelmente durante a limpeza desses espaços, pois a varredura ou o uso de aspiradores de pó pode levantar as partículas contaminadas no ar. No Brasil, a doença não apresenta transmissão de pessoa para pessoa, diferente do genótipo Andes que circula em outros países e pode ter transmissão interpessoal limitada. O contágio ocorre pelo ambiente contaminado, e não pelo contato direto com o animal vivo.
As áreas rurais e de mata são os principais focos de atenção, pois a doença é transmitida por roedores silvestres. É importante notar que, no Brasil, os roedores urbanos comuns, como ratos e ratazanas, não são transmissores da hantavirose. Ainda assim, qualquer atividade que envolva exposição a locais onde roedores silvestres possam circular, como acampamentos ou trilhas, exige cuidado redobrado.
Quais são os sintomas da hantavirose?
Os primeiros sinais da doença são semelhantes aos de uma gripe forte e costumam aparecer de duas a quatro semanas após a exposição ao vírus. É fundamental ficar atento a essa fase inicial para buscar ajuda médica rapidamente. Os principais sintomas incluem:
- febre alta e calafrios;
- dores de cabeça, musculares e abdominais;
- náuseas e vômitos;
- diarreia.
Com a progressão da doença, o quadro se agrava, podendo evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Nesta fase mais grave, surgem tosse seca, falta de ar intensa e queda da pressão arterial, condições que podem levar à morte se não tratadas a tempo.
Como evitar a contaminação
A prevenção é a ferramenta mais eficaz contra a hantavirose e se baseia em medidas para evitar o contato com roedores e seus dejetos. Adotar práticas de higiene e limpeza seguras é essencial para reduzir os riscos. As principais recomendações são:
- mantenha alimentos guardados em recipientes fechados e à prova de roedores;
- vede frestas e buracos em paredes, assoalhos e telhados para impedir a entrada dos animais;
- antes de limpar locais fechados por muito tempo, ventile o ambiente por pelo menos 30 minutos;
- use máscaras de proteção (PFF2 ou N95) e luvas ao manusear entulhos ou fazer limpezas;
- umedeça o local com uma solução de água e água sanitária (na proporção de 10 para 1) antes de varrer para evitar que a poeira levante;
- mantenha terrenos e quintais limpos, sem acúmulo de lixo ou mato alto.
Qualquer pessoa que apresente os sintomas após frequentar áreas de risco deve procurar atendimento médico imediato e informar sobre a possível exposição ao vírus.








