A hantavirose é uma doença infecciosa grave, transmitida pela inalação de poeira contaminada com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres. Apesar da alta taxa de letalidade histórica, que se aproxima de 38% no Brasil, o país registrou uma tendência de queda, com 35 casos e 15 óbitos em 2025 — o menor número desde o início da série histórica. Em 2026, até o mês de abril, foram confirmados sete casos e um óbito.
O contágio ocorre quando pessoas entram em galpões, celeiros ou casas fechadas por muito tempo, onde há acúmulo de dejetos de roedores. Ao limpar esses locais sem proteção, a poeira contaminada é levantada e pode ser inalada, dando início à infecção. As variantes do vírus que circulam no Brasil não são transmitidas de pessoa para pessoa.
Quais são as áreas de maior risco?
Embora casos possam ocorrer em todo o país, a hantavirose no Brasil mostra uma concentração em biomas como o Cerrado e a Mata Atlântica, devido à presença dos roedores hospedeiros do vírus e à expansão de fronteiras agrícolas.
Historicamente, os estados do Sul e Sudeste, como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, lideram as estatísticas. Em 2026, os casos confirmados até abril ocorreram justamente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e em Minas Gerais. A combinação de áreas de mata preservada com atividades como agricultura e silvicultura aumenta o contato entre humanos e os animais portadores.
No Centro-Oeste, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal também são considerados zonas de atenção, onde o desmatamento para a criação de pastagens e lavouras pode forçar os roedores a buscarem abrigo e alimento perto de residências e outras estruturas humanas.
Sintomas e medidas de prevenção
Os sintomas iniciais da hantavirose podem ser confundidos com os de uma gripe forte, o que muitas vezes atrasa o diagnóstico e aumenta o risco. A fase inicial inclui:
- febre alta e calafrios;
- dores de cabeça e no corpo;
- tontura, náuseas e vômitos;
- em fases avançadas, dificuldade para respirar e tosse seca.
A prevenção é a principal forma de combate à doença. Medidas simples podem reduzir drasticamente o risco de contaminação em áreas de risco:
- limpar e arejar locais fechados, como galpões e celeiros, usando máscara e luvas;
- manter alimentos guardados em recipientes fechados e à prova de roedores;
- vedar buracos e frestas em paredes e telhados para impedir a entrada dos animais;
- evitar o contato direto com roedores silvestres, vivos ou mortos, e seus dejetos.








