A recente entrevista ao podcast ‘Prosperidade 360°’, apresentado por Luiza Possi, em que a apresentadora Fátima Bernardes relembrou a descoberta de um câncer de endométrio no fim de 2020, aos 58 anos, trouxe à tona a importância de discutir a doença. O diagnóstico, ocorrido durante exames de rotina e sem sintomas prévios evidentes para ela, serve como um poderoso alerta para a saúde feminina.
O câncer de endométrio se desenvolve no revestimento interno do útero, chamado endométrio. É um dos tumores ginecológicos mais comuns, afetando principalmente mulheres após a menopausa, embora possa ocorrer em idades mais jovens. O caso da apresentadora reforça que a ausência de sintomas claros não descarta a necessidade de acompanhamento médico regular.
Principais sinais de alerta
O corpo frequentemente envia sinais que não devem ser ignorados. A manifestação mais comum do câncer de endométrio é o sangramento uterino anormal. É fundamental procurar um médico ao notar qualquer um dos seguintes sintomas:
- Sangramento vaginal após a menopausa, mesmo que em pequena quantidade.
- Sangramento entre os períodos menstruais regulares.
- Menstruações anormalmente longas, intensas ou frequentes.
- Dor pélvica ou sensação de pressão na parte inferior do abdômen.
- Dor durante a relação sexual.
- Corrimento vaginal incomum, aquoso ou com sangue.
Fatores de risco e como se prevenir
Algumas condições e hábitos de vida podem aumentar o risco de desenvolver a doença. Estar ciente deles é o primeiro passo para uma prevenção eficaz. A obesidade é um dos principais fatores, pois o excesso de tecido gorduroso eleva os níveis de estrogênio, hormônio que pode estimular o crescimento de células endometriais.
Outros fatores de risco incluem diabetes, nunca ter engravidado, início tardio da menopausa e histórico familiar de câncer de útero, ovário ou cólon. A prevenção passa diretamente pela adoção de um estilo de vida saudável, com controle de peso, prática regular de atividade física e uma dieta equilibrada.
Consultas ginecológicas anuais são essenciais para o diagnóstico precoce. O diagnóstico é confirmado por exames como ultrassom transvaginal e biópsia do tecido endometrial, sendo que a histeroscopia também pode ser utilizada para visualizar o útero e coletar material para análise. Quando detectado em estágio inicial, as chances de tratamento bem-sucedido são altas, reforçando a necessidade de atenção aos sinais do corpo e da manutenção das consultas de rotina.










