O caso do Banco Master tornou-se um dos maiores escândalos financeiros recentes do Brasil, com um rombo confirmado de aproximadamente R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além desse valor, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) estima que o impacto total da fraude no sistema financeiro possa alcançar R$ 500 bilhões, segundo seu diretor Flávio Werneck Meneguelli. O caso se junta a uma lista de golpes que abalaram o mercado nacional e deixaram milhares de investidores no prejuízo.
O esquema atual reacende o alerta sobre operações fraudulentas que, ao longo das décadas, minaram a confiança no sistema financeiro. Esses casos costumam seguir um padrão: promessas de lucros extraordinários, pouca transparência e um colapso que revela perdas gigantescas para quem aplicou dinheiro no negócio.
Relembre outros grandes escândalos financeiros
Fazendas Reunidas Boi Gordo
No início dos anos 2000, este se tornou um dos mais famosos esquemas de pirâmide do país. A empresa prometia lucros exorbitantes com o investimento em engorda de gado e atraiu milhares de pessoas, inclusive com campanhas publicitárias estreladas por artistas famosos. A Boi Gordo quebrou em 2004, deixando um prejuízo estimado em R$ 6 bilhões e cerca de 30 mil investidores lesados.
Banco Santos
Liderado pelo banqueiro Edemar Cid Ferreira, o Banco Santos teve sua falência decretada em 2005 após o Banco Central descobrir um rombo de R$ 2,2 bilhões, valor que foi atualizado posteriormente. A instituição foi liquidada e o caso expôs uma gestão temerária e operações financeiras fraudulentas que resultaram na perda de recursos de centenas de clientes e empresas.
Avestruz Master
Com uma proposta semelhante à da Boi Gordo, a Avestruz Master atraiu investidores com a promessa de altos retornos na criação e comercialização de avestruzes. O negócio funcionava como uma pirâmide financeira clássica, onde o dinheiro dos novos investidores era usado para pagar os antigos. A empresa quebrou em 2005, deixando um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para cerca de 40 mil pessoas.
Telexfree
Mais recente, a Telexfree foi classificada pela Justiça como uma das maiores pirâmides financeiras do Brasil. O esquema, disfarçado de empresa de marketing multinível que vendia pacotes de telefonia pela internet (VoIP), movimentou mais de R$ 2 bilhões e atraiu cerca de 1 milhão de pessoas. Em 2019, a Justiça condenou os sócios da empresa por operarem o esquema fraudulento.








