Gianni Infantino, o presidente da FIFA, se tornou uma das figuras mais comentadas durante a Copa do Mundo de 2022. O advogado suíço-italiano, que comanda a entidade máxima do futebol desde 2016, ganhou os holofotes por suas declarações firmes e pela defesa da organização do evento realizado no Catar.
Sua trajetória até o cargo mais poderoso do esporte global foi marcada por uma ascensão rápida. Antes de liderar a FIFA, Infantino era o secretário-geral da UEFA, a confederação europeia de futebol. Ele surgiu como o nome ideal para substituir Joseph Blatter, que renunciou em 2015 após um grande escândalo de corrupção que abalou a instituição.
Com a promessa de restaurar a credibilidade da FIFA, Infantino foi eleito e logo implementou mudanças significativas. Sua gestão é responsável pela introdução do árbitro de vídeo (VAR) em competições oficiais e pela expansão da Copa do Mundo, que em 2026 contará com 48 seleções — em vez das 32 anteriores — e será sediada pela primeira vez por três países: Estados Unidos, Canadá e México. A medida visa aumentar a participação e o interesse global no torneio.
Polêmicas e poder
Apesar das reformas, o mandato de Infantino não está livre de controvérsias. A escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022, definida antes de sua chegada, gerou críticas por questões ligadas aos direitos humanos. Em suas aparições públicas, ele defendeu a organização e minimizou as críticas, adotando um tom de confronto com a imprensa europeia.
Outra proposta que causou amplo debate foi a ideia de realizar a Copa do Mundo a cada dois anos. A sugestão encontrou forte resistência de confederações importantes, como a UEFA e a Conmebol, e de ligas nacionais, que alegaram sobrecarga no calendário e banalização do principal torneio de futebol do planeta.
O poder de Infantino vai além das quatro linhas. Como presidente da FIFA, ele dialoga diretamente com chefes de estado e lidera uma organização com receita bilionária, com grande influência política e econômica. Sua reeleição para um novo mandato, em março de 2023, ocorreu sem oposição, consolidando ainda mais sua posição no comando do futebol mundial, o que foi reforçado com a controversa decisão de sediar a Copa de 2034 na Arábia Saudita.









