A história que associa Lionel Messi ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) volta a circular periodicamente, mas é importante esclarecer: não há qualquer confirmação oficial. O boato, que ganha força especialmente durante grandes competições de futebol, nasceu de uma publicação de 2013 e, desde então, vive na internet sem qualquer base factual ou declaração do jogador ou de sua família.
Apesar da persistência da busca online pelo tema, a narrativa não passa de especulação. O craque argentino nunca falou abertamente sobre o assunto e seus familiares já negaram a informação no passado, reforçando que se trata de uma notícia falsa que continua a ser compartilhada de forma irresponsável.
A origem do boato sobre Messi
Tudo começou em 2013, quando um jornalista brasileiro escreveu em um site que Messi teria sido diagnosticado com a Síndrome de Asperger na infância. A síndrome, hoje, é considerada parte do Transtorno do Espectro Autista. O texto usava características como a suposta timidez e o foco extremo do jogador em campo como indícios para o diagnóstico.
A publicação, no entanto, não apresentava fontes médicas, laudos ou qualquer tipo de comprovação. A história ganhou enorme repercussão após o ex-jogador e então deputado federal Romário compartilhar a informação em suas redes sociais. Na época, o pai de Messi, Jorge Messi, repudiou a alegação e ameaçou processar Romário pela divulgação. Além da família, o médico Diego Schwarzstein, que tratou o problema hormonal de Messi na infância, desmentiu categoricamente o boato. “Leo nunca foi diagnosticado como Asperger ou qualquer outra forma de autismo. Isso é realmente uma bobagem”, afirmou Schwarzstein à imprensa na ocasião.
Por que o diagnóstico à distância é problemático?
Diagnosticar qualquer condição médica, especialmente um transtorno do neurodesenvolvimento como o autismo, com base em observações à distância é considerado antiético e impossível pela comunidade médica. Um diagnóstico de TEA exige uma avaliação clínica complexa e multidisciplinar, que envolve entrevistas, testes e acompanhamento profissional.
Analisar o comportamento de uma figura pública em campo ou em entrevistas não fornece as informações necessárias para qualquer conclusão. Atribuir a genialidade de Messi a um suposto transtorno, sem qualquer evidência, contribui para a desinformação e para a estigmatização de pessoas que realmente estão no espectro autista.
Portanto, a resposta para a pergunta é não. Não existe nenhuma prova de que Lionel Messi seja autista. A história permanece como um boato antigo, alimentado por compartilhamentos em redes sociais, mas sem qualquer fundamento na realidade.









