Uma operação policial em Brasília que prendeu sete pessoas recentemente acendeu um novo alerta sobre golpes financeiros contra aposentados e pensionistas. O grupo é acusado de aplicar um golpe milionário por meio de descontos não autorizados em benefícios, ilustrando uma realidade cada vez mais presente na vida dos brasileiros.
Os criminosos se aproveitam da digitalização dos serviços bancários para criar armadilhas sofisticadas. No entanto, a mesma tecnologia que abre portas para os golpistas também oferece ferramentas poderosas de proteção. Conhecer as principais ameaças é o primeiro passo para não se tornar uma vítima.
Para ajudar você a se proteger, listamos os sete tipos de golpes financeiros mais comuns e as ferramentas digitais que podem evitar grandes prejuízos em suas contas.
Conheça alguns tipos de golpes financeiros
1. Falsa central de atendimento
Neste golpe, o criminoso liga para a vítima se passando por um funcionário do banco e alega que há um problema na conta. Ele pede para que a pessoa instale um aplicativo ou acesse um link para “resolver” a questão. A tecnologia de defesa aqui é simples: nunca instale programas a pedido de terceiros e sempre verifique o número de telefone oficial do seu banco no verso do cartão ou no aplicativo oficial antes de qualquer contato.
2. Phishing por e-mail e SMS
Você recebe uma mensagem com um link tentador, como uma promoção imperdível ou uma suposta atualização de segurança. Ao clicar, seus dados são roubados. Ative os filtros de spam do seu e-mail e use um bom antivírus no celular e no computador. A maioria dos navegadores também avisa quando um site é suspeito.
3. Clonagem de WhatsApp
O golpista consegue acesso à sua conta e começa a pedir dinheiro para seus contatos. A principal barreira tecnológica contra isso é a “verificação em duas etapas”, disponível nas configurações de segurança do próprio aplicativo. Ative essa função para impedir o acesso de invasores.
4. Falso empréstimo consignado
Criminosos oferecem crédito com condições muito vantajosas e pedem um depósito antecipado para “liberar” o valor. Bancos e instituições financeiras sérias nunca pedem pagamento adiantado. Utilize canais oficiais, como o portal Meu INSS (integrado à plataforma Gov.br) para beneficiários da previdência ou os aplicativos oficiais dos bancos, para consultar margem e propostas de crédito legítimas.
5. Golpe do PIX
Existem várias modalidades, como o envio de um comprovante falso de PIX agendado ou a criação de uma chave falsa em nome de um conhecido. A regra é clara: sempre confira em seu próprio extrato bancário se o dinheiro realmente entrou na conta antes de entregar um produto ou serviço. Não confie em prints de tela. Em caso de fraude, registre um boletim de ocorrência e notifique seu banco para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED).
6. Pirâmide financeira disfarçada de investimento
Ofertas de ganhos rápidos e altíssimos são a isca para atrair vítimas para esquemas de pirâmide. Antes de investir em qualquer empresa, consulte o site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para verificar se ela tem autorização para atuar no mercado financeiro.
7. Clonagem de cartão de crédito
Seja em compras online em sites inseguros ou por meio de máquinas adulteradas, a clonagem de cartões segue sendo um risco. Para compras online, use a função de “cartão virtual temporário”, que expira após o uso. Em lojas físicas, prefira pagar por aproximação com carteiras digitais (como Apple Pay e Google Pay), que não expõem os dados do seu cartão real.








