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Golpe do Pix: 5 novas fraudes em alta e como se proteger

Por Larissa
03/07/2026
Em Uncategorized
Os 5 crimes mais comuns no Brasil em 2026: veja

Créditos: Mikhail Nilov

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A rapidez do Pix, que transformou a maneira como os brasileiros lidam com dinheiro, também abriu novas portas para a criatividade de criminosos. Todos os meses, novas fraudes surgem e fazem vítimas em todo o país, explorando a desatenção e a boa-fé das pessoas. Conhecer as táticas mais recentes é o primeiro passo para não cair em armadilhas.

Os golpes estão cada vez mais sofisticados e vão muito além do conhecido pedido de dinheiro de um amigo com número trocado. As abordagens agora envolvem falsas centrais de atendimento, supostas falhas no sistema e até a adulteração de QR Codes. Com o avanço da tecnologia, os criminosos também começam a usar inteligência artificial para criar golpes mais convincentes, como a clonagem de voz para se passar por conhecidos.

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Novas fraudes e como se proteger

Para evitar prejuízos financeiros e dores de cabeça, é fundamental estar atento aos métodos utilizados pelos golpistas. Abaixo, listamos as cinco fraudes mais comuns atualmente e o que fazer para se proteger de cada uma delas.

1. O falso parente ou amigo

Nesta tática, o criminoso usa um número de WhatsApp desconhecido com a foto de um familiar ou amigo seu. Ele envia uma mensagem dizendo que trocou de número e, logo em seguida, pede uma transferência urgente via Pix para pagar uma conta ou resolver uma emergência. A pressa e o apelo emocional são as principais ferramentas do golpe.

Como se proteger: desconfie de pedidos de dinheiro vindos de números novos. Antes de fazer qualquer transferência, ligue para o número antigo da pessoa para confirmar a história. Nunca transfira com base apenas em mensagens.

2. O bug do Pix ou Pix em dobro

Anúncios em redes sociais ou mensagens compartilhadas prometem multiplicar o seu dinheiro. A promessa é que, devido a um suposto “bug” no sistema, quem enviar um Pix para uma chave específica receberá o valor em dobro ou até triplicado de volta. Claro, o dinheiro enviado nunca retorna.

Como se proteger: não existe “bug” que multiplica dinheiro. O Banco Central não oferece promoções desse tipo. Ignore completamente essas ofertas, pois são sempre fraudulentas.

3. A central de atendimento falsa

Você recebe um SMS ou e-mail alarmante sobre uma compra suspeita ou um acesso indevido à sua conta. A mensagem orienta a ligar para uma suposta central de segurança. No telefone, o falso atendente induz você a realizar um “procedimento de segurança”, que na verdade é uma transferência para a conta do golpista.

Como se proteger: nunca ligue para números recebidos por SMS ou e-mail. Se desconfiar de algo, entre em contato com seu banco pelos canais oficiais informados no verso do seu cartão ou no aplicativo oficial.

4. O QR Code adulterado

Golpistas trocam QR Codes verdadeiros por falsos em lojas físicas, sites de e-commerce e até em lives de doação. Ao escanear o código com a câmera do celular, você acredita estar pagando por um produto ou serviço, mas o dinheiro vai direto para a conta do criminoso.

Como se proteger: antes de confirmar o pagamento, sempre confira com atenção o nome e os dados do destinatário que aparecem na tela de confirmação do seu aplicativo. Se o nome for de uma pessoa física em vez da loja, cancele a operação.

5. O acesso ao app após roubo do celular

Após roubar um celular desbloqueado, o ladrão acessa os aplicativos de banco e realiza transferências para esvaziar a conta da vítima. Muitas vezes, eles observam a pessoa digitar a senha de desbloqueio do aparelho antes de cometer o crime.

Como se proteger: ative a verificação em duas etapas e a biometria (digital ou facial) para acessar os aplicativos bancários. Use senhas fortes e diferentes para o desbloqueio do celular e para o acesso aos apps.

Caiu no golpe? Veja como agir

Se você foi vítima de uma fraude, o tempo é crucial. A primeira medida é contatar imediatamente seu banco para relatar o ocorrido e solicitar o bloqueio da transação através do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Essa é uma ferramenta criada pelo Banco Central que permite que o banco da vítima notifique a instituição do golpista para bloquear o valor na conta de destino, possibilitando a devolução do dinheiro. Também é fundamental registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.).

Tags: Brasilgolpe do pix
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