A descoberta de uma nova espécie de sucuri-verde na Amazônia, publicada em fevereiro de 2024 na revista científica Diversity, despertou o interesse de viajantes e amantes da natureza. A expedição que levou à identificação da Eunectes akayima, ou sucuri-verde-do-norte, contou com a participação de comunidades indígenas e joga luz sobre a biodiversidade da floresta e a possibilidade de observar de perto alguns dos animais mais fascinantes do planeta em seu habitat natural, de forma segura e responsável.
O ecoturismo na região oferece uma imersão completa na maior floresta tropical do mundo. Roteiros guiados por profissionais locais permitem que os visitantes explorem rios e trilhas com o objetivo de encontrar espécies icônicas, como o boto-cor-de-rosa, a ariranha, o macaco-prego e, com sorte, até mesmo a onça-pintada.
Como funcionam os passeios na selva
As experiências de observação de fauna na Amazônia geralmente partem de duas estruturas principais: as pousadas de selva ou os barcos-hotel. As pousadas ficam imersas na floresta, oferecendo uma base fixa para explorar os arredores a pé ou em pequenas canoas pelos igarapés, os cursos d’água menores.
Já os barcos-hotel navegam pelos grandes rios, como o Negro e o Solimões. Essa modalidade é ideal para quem deseja cobrir uma área maior e focar na vida aquática e nas margens dos rios, onde sucuris costumam ser vistas tomando sol e capivaras se reúnem em grupos.
Independentemente da escolha, os passeios são conduzidos em grupos pequenos para minimizar o impacto ambiental e aumentar as chances de avistar os animais sem assustá-los. As atividades incluem focagem noturna de jacarés, caminhadas interpretativas na mata e passeios de canoa ao amanhecer para observar aves.
Dicas para sua viagem à Amazônia
Para aproveitar ao máximo a experiência, o planejamento é fundamental. A melhor época para visitar a região varia conforme o objetivo, e é importante notar que os períodos podem mudar dependendo da localidade específica dentro da vasta Bacia Amazônica. De modo geral, na estação seca, de julho a dezembro, as trilhas ficam mais acessíveis e os animais se concentram perto dos rios. Na cheia, de janeiro a junho, a navegação por áreas alagadas da floresta se torna o principal atrativo.
É essencial seguir todas as orientações dos guias locais, que conhecem profundamente o comportamento dos animais e os segredos da selva. Além disso, preparar uma mala adequada faz toda a diferença. Veja alguns itens indispensáveis:
- Roupas leves de manga comprida e calças para proteção contra insetos.
- Repelente e protetor solar biodegradável.
- Chapéu ou boné e óculos de sol.
- Capa de chuva, mesmo na estação seca.
- Botas de caminhada ou um calçado fechado e confortável.
- Binóculos para facilitar a observação de animais à distância.










