A Conferência das Partes, mais conhecida como COP, é o principal encontro mundial para discutir e negociar ações contra as mudanças climáticas. Organizada anualmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), a cúpula reúne líderes de 198 países para avaliar o progresso no combate ao aquecimento global e definir novas metas.
O nome se refere às “partes” da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), um tratado internacional assinado em 1992. Desde 1995, esses países se encontram para tomar decisões que buscam estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera e evitar interferências perigosas no sistema climático.
Como funciona a cúpula do clima?
Durante cerca de duas semanas, representantes dos governos participam de negociações intensas para chegar a acordos. As discussões são baseadas nos relatórios científicos mais recentes, como os do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que fornecem a base de conhecimento sobre o estado do clima global.
Além dos delegados oficiais, as COPs também contam com a presença de milhares de observadores. Entre eles estão cientistas, membros de organizações não governamentais (ONGs), representantes de empresas, povos indígenas e ativistas. Embora não participem diretamente das decisões, eles pressionam os governos e contribuem com debates paralelos.
As decisões mais importantes são tomadas por consenso, o que significa que todos os países precisam concordar com os termos finais de um acordo. Esse processo torna as negociações complexas e, muitas vezes, prolongadas.
Por que as decisões da COP são importantes?
Os encontros da COP resultaram em alguns dos mais importantes acordos climáticos da história. O Protocolo de Kyoto, de 1997, foi o primeiro a estabelecer metas obrigatórias de redução de emissões para os países desenvolvidos. Mais tarde, o Acordo de Paris, assinado na COP21 em 2015, estabeleceu o objetivo de limitar o aquecimento global a bem menos de 2°C, preferencialmente a 1,5°C, em comparação com os níveis pré-industriais.
Cada país signatário do Acordo de Paris precisa apresentar seus próprios planos de ação climática, conhecidos como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Nessas contribuições, as nações detalham como pretendem reduzir suas emissões e se adaptar aos impactos climáticos. As COPs servem como um momento para revisar e aumentar a ambição desses compromissos.
O Brasil sediou a COP30 em novembro de 2025. O evento foi realizado em Belém, no Pará, colocando a Amazônia no centro das discussões globais sobre o futuro do planeta.










