A morte da Miss Áustria Lucia Sisic, de 22 anos, trouxe à tona um debate sobre a cardiopatia congênita, condição com a qual a modelo convivia desde o nascimento. A causa oficial do óbito não foi divulgada. A condição consiste em uma alteração na estrutura ou no funcionamento do coração, presente desde a gestação, e que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
A cardiopatia congênita é, na verdade, um termo que abrange diversos tipos de malformações no coração ocorridas durante o desenvolvimento do feto. Essas anormalidades podem variar de defeitos simples, como pequenos orifícios entre as câmaras cardíacas, a problemas muito complexos, como a ausência de uma das válvulas do coração.
As causas nem sempre são totalmente esclarecidas. Em muitos casos, a origem é uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Histórico familiar, doenças maternas como diabetes ou rubéola durante a gravidez e o uso de certos medicamentos podem aumentar o risco do desenvolvimento da condição no bebê.
Quais são os principais sintomas?
Os sinais da cardiopatia congênita podem se manifestar de formas diferentes, dependendo da gravidade e do tipo de malformação. Em casos mais sérios, os sintomas surgem logo após o nascimento ou nos primeiros meses de vida. Os mais comuns incluem:
- Lábios, pele e unhas com tom azulado (cianose);
- Cansaço e dificuldade para respirar, especialmente durante a amamentação;
- Suor excessivo na cabeça e no corpo, mesmo sem calor;
- Baixo ganho de peso e crescimento lento;
- Inchaço nas pernas, no abdômen ou ao redor dos olhos.
Em situações mais leves, a condição pode ser assintomática por anos e só ser descoberta na adolescência ou na vida adulta, durante a realização de exames de rotina ou ao investigar sintomas como palpitações, falta de ar e desmaios.
Diagnóstico e vida adulta
O diagnóstico pode ser feito ainda durante a gestação, por meio do ecocardiograma fetal. Após o nascimento, o “teste do coraçãozinho”, realizado na maternidade, é fundamental para a detecção precoce. Outros exames, como o eletrocardiograma e o ecocardiograma, confirmam a presença e a gravidade do problema.
Com os avanços da medicina, hoje a maioria das crianças com a condição consegue chegar à fase adulta com boa qualidade de vida. O tratamento varia desde o uso de medicamentos até a realização de cateterismos e cirurgias corretivas. No entanto, o acompanhamento médico deve ser contínuo, pois mesmo após a correção do defeito, o paciente precisa monitorar a saúde do coração para evitar complicações futuras.










