A cooperação tecnológica entre Brasil e China tem sido tema de diálogos diplomáticos, embora os detalhes de acordos específicos permaneçam em aberto. Um dos marcos dessa aproximação ocorreu em setembro de 2025, quando o assessor especial da presidência, Celso Amorim, entregou uma carta do presidente Lula ao chanceler chinês Wang Yi, em Pequim. A comunicação focava em reforçar a parceria estratégica no contexto de desafios ao sistema multilateral, e não em um acordo formal sobre inteligência artificial.
Mais recentemente, em uma teleconferência em julho de 2026, os presidentes Lula e Xi Jinping reiteraram o compromisso de ampliar a parceria em áreas como inteligência artificial, desenvolvimento de satélites e o beneficiamento de minerais críticos. A iniciativa sinaliza a intenção brasileira de buscar a transferência de tecnologia para impulsionar a inovação e a pesquisa científica no país.
O que se discute na cooperação tecnológica
O interesse mútuo na cooperação em inteligência artificial visa capacitar o Brasil a desenvolver soluções próprias e aprimorar setores essenciais da economia. Há uma expectativa de que a troca de inovação com a China possa acelerar o desenvolvimento de aplicações em áreas como agronegócio, saúde, segurança pública e energias renováveis, focando no desenvolvimento conjunto de novas ferramentas.
A parceria manifestada também abrange os minerais críticos, como lítio e nióbio, essenciais para a produção de baterias e componentes eletrônicos. A disposição é que o Brasil avance na cadeia produtiva para além da simples exportação de matéria-prima. A tecnologia chinesa é vista como um potencial catalisador para agregar valor a esses recursos naturais ainda em solo brasileiro.
Essa movimentação diplomática posiciona o Brasil como um ator relevante no cenário tecnológico global. A aliança com a China representa uma alternativa para diversificar as fontes de conhecimento e investimento, fortalecendo a autonomia do país no desenvolvimento de tecnologias de ponta.








