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Gordura de cadáver: procedimento estético polêmico preocupa médicos

Por Lucas
26/02/2026
Em Saúde
Gordura de cadáver: procedimento estético polêmico preocupa médicos

Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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Uma nova técnica de preenchimento corporal com gordura humana de doadores falecidos vem chamando atenção na área de cirurgia plástica, especialmente nos Estados Unidos. O procedimento usa um produto industrializado, apresentado como forma de remodelar glúteos, seios e outras regiões sem a necessidade de lipoaspiração prévia no próprio paciente. A proposta tem atraído pessoas em busca de aumento de volume e contorno corporal com promessa de recuperação mais rápida. Entretanto, à medida que a divulgação cresce, também aumentam os questionamentos sobre segurança, ética e regulamentação.

Apesar da divulgação intensa em redes sociais e em campanhas publicitárias, a técnica ainda está cercada de dúvidas do ponto de vista científico. Sociedades médicas e conselhos profissionais têm ressaltado que se trata de um recurso em fase inicial de uso, sem estudos clínicos amplos que permitam afirmar com segurança quais são seus riscos a curto, médio e longo prazo. Em suma, o crescimento da procura mostra que o tema se tornou relevante na agenda da medicina estética, porém ainda exige muita cautela por parte de médicos e pacientes.

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Preenchimento com gordura humana de doadores: como funciona?

Diferentemente do enxerto autólogo, em que a gordura é retirada do próprio corpo do paciente, esse método utiliza gordura coletada de doadores falecidos, processada e esterilizada em laboratório para posterior aplicação estética. Então, o material chega às clínicas em forma de produto pronto para uso, como no caso do AlloClae, desenvolvido pela empresa Tiger Aesthetics.

Em linhas gerais, o processo segue etapas padronizadas de banco de tecidos: seleção de doadores, coleta da gordura, processamento para retirada de impurezas, tratamento para reduzir a rejeição e esterilização. Depois disso, o conteúdo é envasado para uso médico. Nas clínicas, o cirurgião ou médico responsável realiza a aplicação por meio de cânulas, de maneira semelhante a outros procedimentos de preenchimento. O objetivo é aumentar o volume e melhorar o contorno de áreas como glúteos, mamas, quadris e até determinadas regiões da face, dependendo do protocolo adotado. Portanto, a técnica busca unir praticidade, previsibilidade de volume disponível e menor tempo de sala cirúrgica.

Clínicas que já oferecem o recurso destacam alguns pontos como atrativos: ausência de lipoaspiração prévia, possibilidade de aplicação em pessoas muito magras que não têm gordura suficiente para enxerto tradicional e tempo de recuperação considerado mais curto. Além disso, profissionais que defendem o método citam a padronização da qualidade do material e a possibilidade de calcular com mais precisão o volume aplicado. Os valores, porém, são elevados, com relatos de custos que podem ultrapassar centenas de milhares de reais, dependendo da quantidade utilizada e da área tratada. Em suma, trata-se de um procedimento de alto investimento, associado hoje a um público bastante seleto.

Quais são os riscos do preenchimento com gordura de doadores?

Mesmo com o discurso de praticidade, instituições médicas têm sinalizado diversos pontos de atenção. Um dos principais é a falta de evidências sólidas sobre a segurança do preenchimento com gordura humana de doadores em larga escala. Ainda não há consenso sobre como o organismo reage, ao longo dos anos, ao tecido adiposo alógeno, nem sobre a taxa real de complicações em diferentes perfis de pacientes. Portanto, qualquer decisão deve considerar que se trata de uma técnica ainda em consolidação.

Entre os riscos citados por especialistas estão:

  • Reações inflamatórias, com dor, vermelhidão e endurecimento da área tratada;
  • Formação de nódulos ou caroços, que podem exigir novos procedimentos para correção;
  • Infecções, caso haja falhas de assepsia ou contaminação do material;
  • Embolização de gordura, quando o produto atinge vasos sanguíneos e pode causar complicações graves.

Além desses pontos, especialistas mencionam possíveis alterações na textura da pele, assimetrias e necessidade de retoques em médio prazo. Entretanto, como o uso em grande escala ainda é recente, não existem dados robustos sobre a taxa de reabsorção dessa gordura alógena, o que dificulta prever com precisão a durabilidade estética dos resultados. Então, o paciente precisa estar ciente de que o planejamento pode exigir ajustes futuros.

Conselhos regionais de medicina no Brasil, como o Cremesp, têm reforçado que, sem estudos clínicos de grande porte e acompanhamento prolongado, não é possível afirmar que a técnica é segura ou eficaz. A orientação é que procedimentos ainda considerados experimentais fiquem restritos a protocolos de pesquisa, com aprovação ética, consentimento detalhado dos pacientes e monitoramento rigoroso. Em suma, a recomendação oficial segue pautada pela prudência e pelo princípio de “não causar dano”.

Por que o procedimento gera preocupação entre entidades médicas?

A combinação de alta demanda estética, marketing agressivo e ausência de comprovação robusta acende um alerta em entidades de classe. A preocupação não se limita aos possíveis efeitos adversos imediatos. Há receio de que o preenchimento com gordura de doadores seja encarado como solução simples e isenta de risco, o que pode levar pessoas a decisões pouco informadas. Portanto, as entidades reforçam que informação qualificada é parte essencial da segurança do paciente.

Conselhos de medicina lembram que o Código de Ética Médica estabelece regras claras sobre divulgação de tratamentos. Entre elas, estão a proibição de propagandas sensacionalistas, de promessas de resultados garantidos e de ofertas de técnicas sem respaldo científico adequado. Quando se trata de um procedimento novo, a recomendação é que o profissional deixe claro o caráter experimental, explique limitações de conhecimento e apresente alternativas consagradas. Em suma, o discurso honesto e equilibrado deve prevalecer sobre qualquer apelo comercial.

Do ponto de vista regulatório, outro ponto relevante é a necessidade de supervisão rigorosa sobre bancos de tecidos e empresas que produzem materiais derivados de gordura humana. Isso envolve desde a checagem da origem das doações até o controle de qualidade em cada etapa de processamento, para reduzir o risco de transmissão de doenças e de falhas na esterilização. Entretanto, em muitos países, a regulamentação específica para esse tipo de produto ainda está em construção, o que exige atenção redobrada de órgãos fiscalizadores e da própria sociedade.

Como avaliar se o preenchimento com gordura humana é uma opção adequada?

Ao considerar qualquer técnica de remodelação corporal, especialistas costumam indicar uma análise cuidadosa de alguns aspectos básicos. No caso do preenchimento com gordura humana de doadores, alguns pontos são frequentemente destacados em consultas médicas:

  1. Histórico de saúde: presença de doenças crônicas, uso de medicamentos e cirurgias prévias pode influenciar o risco de complicações.
  2. Alternativas disponíveis: desde enxerto de gordura autóloga até implantes e outros preenchedores aprovados, cada opção tem vantagens e limitações.
  3. Experiência do profissional: formação, registro em conselho de classe e atuação em ambiente com estrutura adequada são fatores centrais.
  4. Transparência sobre evidências: é essencial que o paciente receba informações claras sobre o que já se sabe e o que ainda não é conhecido sobre a técnica.
  5. Acompanhamento pós-procedimento: acompanhamento clínico e exames de imagem, quando indicados, podem ajudar a detectar precocemente alterações indesejadas.

Além desses critérios, vale considerar expectativas pessoais e limites éticos. Então, discutir de forma aberta o que é realisticamente alcançável, o quanto de volume se pretende ganhar e quais cicatrizes ou marcas podem surgir ajuda a alinhar resultados e reduzir frustrações. Portanto, a decisão raramente deve se basear apenas em fotos de “antes e depois” ou em depoimentos isolados nas redes.

Diante do cenário atual, o uso de gordura humana de doadores para fins estéticos permanece como tema em desenvolvimento na medicina. A tendência é que novos estudos, publicados nos próximos anos, tragam dados mais consistentes sobre resultados, segurança e durabilidade do método. Em suma, até lá, a recomendação das entidades médicas tem sido priorizar informação detalhada, cautela na indicação e respeito rigoroso às normas éticas e regulatórias. Portanto, quem pensa em se submeter ao procedimento precisa adotar uma postura crítica, buscar segunda opinião e avaliar se não há opções mais consolidadas e bem estudadas para alcançar seus objetivos estéticos.

FAQ – Perguntas frequentes sobre preenchimento com gordura humana de doadores

1. Esse tipo de preenchimento já é aprovado pela Anvisa no Brasil?
Até o momento, a discussão regulatória ainda está em evolução. Em suma, antes de considerar o procedimento, o paciente deve verificar diretamente com o médico se o produto utilizado possui registro válido na Anvisa e se o uso estético está claramente contemplado na autorização.

2. Quanto tempo duram, em média, os resultados estéticos?
Como a técnica é recente, não existe consenso sobre a durabilidade. Entretanto, alguns relatos iniciais sugerem que parte do volume pode sofrer reabsorção ao longo dos meses, como ocorre também no enxerto de gordura autóloga. Então, a possibilidade de retoques deve ser discutida previamente.

3. Quem não deve fazer preenchimento com gordura de doadores?
Pessoas com doenças autoimunes ativas, distúrbios graves de coagulação, infecções não controladas ou histórico de reações inflamatórias intensas a biomateriais, em geral, exigem avaliação muito criteriosa. Portanto, nesses casos, o médico pode indicar técnicas alternativas ou até contraindicar o procedimento.

4. Existe teste de alergia ou compatibilidade antes da aplicação?
Por se tratar de tecido humano processado, o objetivo do preparo em laboratório é justamente minimizar rejeição. Entretanto, ainda não há, na prática clínica rotineira, um “teste de compatibilidade” simples e padronizado como em transfusões sanguíneas. Em suma, esse é um dos pontos que reforçam o caráter experimental da técnica.

5. Como diferenciar uma clínica séria de ofertas arriscadas?
Verifique se o cirurgião é especialista reconhecido, se atua em ambiente com estrutura hospitalar, se informa claramente o nome comercial do produto, número de registro sanitário e se explica riscos, alternativas e limitações. Portanto, desconfie de pacotes promocionais agressivos, promessas de resultados garantidos e ausência de contrato ou termo de consentimento detalhado.

6. Posso viajar logo após o procedimento?
Em geral, recomenda-se um período inicial de repouso relativo, com limitação de longos trajetos sentados ou em pé. Entretanto, cada caso demanda orientação específica, de acordo com a área tratada e o volume aplicado. Então, o paciente deve alinhar com o médico um plano de recuperação compatível com sua rotina e compromissos.

Tags: gordura de cadaverprocedimento estéticosaúde
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