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Erros comuns na higienização de alimentos que podem colocar sua saúde em risco

Por Lara
02/03/2026
Em Curiosidades
Créditos: depositphotos.com / poznyakov

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A higienização de alimentos é um fator decisivo na prevenção de doenças transmitidas por água e comida, que ainda representam um desafio de saúde pública no Brasil, apesar dos avanços em informação e tecnologia. No dia a dia, hábitos simples dentro de casa podem favorecer a contaminação sem que a família perceba. A forma de lavar frutas e verduras, o modo correto de descongelar carnes e o tempo que a comida permanece sobre a mesa interferem diretamente no risco de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA).

Essas enfermidades não se restringem a grandes surtos noticiados na mídia. Muitas vezes aparecem como “uma indisposição” após uma refeição, que pode estar relacionada à presença de microrganismos ou substâncias químicas na comida. Por isso, entender como surgem as DTHA e quais cuidados reduzem esse risco ajuda a tornar a rotina da cozinha mais segura, sem mudanças muito complexas.

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O que são Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar?

As DTHA são problemas de saúde causados pela ingestão de água ou alimentos contaminados por agentes biológicos, como bactérias, vírus e parasitas, ou por compostos químicos tóxicos. Elas incluem desde quadros leves de diarreia até doenças mais graves, como botulismo e cólera. Os sintomas costumam envolver náuseas, vômitos, febre e cólicas abdominais, com maior impacto em crianças pequenas, idosos e pessoas com defesa imunológica comprometida.

A contaminação pode ocorrer em diferentes etapas: na produção rural, durante o transporte, no armazenamento, na venda e, por fim, na residência, durante a higienização de alimentos. Falhas em qualquer ponto dessa cadeia aumentam a chance de alimentos chegarem à mesa com risco sanitário. Assim, mesmo que o produto saia da indústria ou da feira em condições adequadas, um manuseio inadequado em casa pode representar o último elo para o aparecimento de DTHA.

Como evitar DTHA em casa com atitudes simples?

Na prevenção das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar dentro de casa, três pontos costumam ser destacados por profissionais de saúde: higiene, separação de alimentos e controle de temperatura. Pequenas mudanças de rotina já fazem diferença, especialmente quando são adotadas por toda a família de forma consistente.

  • Uso de água segura: priorizar água potável para beber, cozinhar, fazer gelo e lavar alimentos. Em locais com dúvida sobre a qualidade, a fervura ou filtros adequados podem ser aliados.
  • Ambiente organizado: manter pia, tábuas, facas e panos de prato limpos, evitando o acúmulo de resíduos e umidade, que favorecem microrganismos.
  • Separação de etapas: utilizar utensílios diferentes para alimentos crus e preparados, reduzindo a chamada contaminação cruzada.
  • Atenção às sobras: guardar comidas prontas na geladeira em recipientes fechados, sem deixá-las por longos períodos em temperatura ambiente.

Esses cuidados não exigem equipamentos sofisticados. Boa organização da cozinha, leitura atenta de rótulos e atenção a prazos de validade já ajudam a tornar o consumo mais seguro.

Como realizar a higienização de alimentos para reduzir o risco de DTHA?

A higienização correta de alimentos como frutas, verduras e legumes é um ponto central no controle das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar. Esses alimentos, em geral consumidos crus, entram em contato com o solo, a água de irrigação e diversas superfícies até chegar à mesa, o que amplia as chances de contaminação por parasitas, bactérias e resíduos químicos.

Um procedimento frequentemente recomendado por especialistas segue alguns passos básicos:

  1. Retirar folhas estragadas, partes machucadas e resíduos visíveis.
  2. Lavar cada unidade em água corrente para remover terra, poeira e sujeira solta.
  3. Preparar uma solução de água potável com produto clorado próprio para alimentos, respeitando as orientações do rótulo.
  4. Deixar os vegetais imersos pelo tempo indicado pelo fabricante do desinfetante.
  5. Enxaguar novamente em água potável e, se possível, secar ou centrifugar antes de armazenar.

Outro erro comum está ligado ao tratamento de carnes e ovos. Carnes mal cozidas e ovos crus podem abrigar microrganismos como Salmonella e outros patógenos. Cozinhar até que a parte interna atinja temperatura segura, evitando gemas cruas e preparações com ovos não pasteurizados, é uma forma de diminuir o risco de DTHA. Já o hábito de lavar carne de frango ou bovina na pia tende a espalhar respingos contaminados para utensílios e superfícies, aumentando a contaminação em vez de reduzi-la.

Transporte, armazenamento e conservação: quais cuidados adotar?

O caminho entre o mercado e a geladeira também influencia a segurança dos alimentos. Produtos refrigerados e congelados são sensíveis a variações de temperatura. Quanto mais tempo permanecem fora das condições ideais, maior a chance de microrganismos se multiplicarem. Em dias quentes, esse intervalo se torna ainda mais crítico.

  • Na compra: deixar para o final itens como carnes, laticínios, frios e congelados, reduzindo o tempo fora da refrigeração.
  • No transporte: utilizar bolsas térmicas ou caixas isotérmicas quando possível, principalmente em trajetos longos.
  • Ao chegar em casa: colocar primeiro os congelados no freezer, depois os refrigerados na geladeira e, por fim, organizar os alimentos secos na despensa.
  • Sobras de refeição: aguardar o resfriamento inicial e guardar em recipientes tampados, sem ultrapassar um período prolongado em temperatura ambiente.

Também é importante verificar sempre a integridade das embalagens, rejeitar latas estufadas ou amassadas e observar alterações de cor, cheiro ou textura nos alimentos. Esses sinais podem indicar deterioração ou contaminação, mesmo dentro do prazo de validade.

Higiene das mãos e saneamento: qual a relação com as DTHA?

A higienização correta das mãos é um dos mecanismos mais eficazes para impedir que Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar cheguem aos pratos. Lavar as mãos com água e sabonete antes de cozinhar, após manusear alimentos crus, depois de usar o banheiro ou mexer com lixo interrompe a passagem de microrganismos para os alimentos e utensílios.

Além das atitudes individuais, o acesso a saneamento básico adequado influencia diretamente o surgimento de DTHA. Abastecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto e destinação correta de resíduos reduzem a circulação de agentes infecciosos no ambiente. A combinação entre infraestrutura de saneamento, fiscalização sanitária e educação em saúde forma um conjunto de medidas que contribui para diminuir a ocorrência dessas doenças.

Quando práticas como higienizar hortaliças com atenção, cozinhar bem alimentos de origem animal, cuidar da refrigeração e manter boas condições de higiene pessoal passam a fazer parte da rotina, o risco de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar tende a cair. Assim, a cozinha doméstica se transforma em um espaço de preparo de alimentos não apenas saborosos, mas também mais seguros para toda a família.

FAQ – Perguntas e respostas sobre higienização de alimentos

1. É melhor higienizar frutas e verduras logo após a compra ou apenas na hora de consumir?
O ideal é higienizar apenas o que será consumido em curto prazo. Quando se lava e desinfeta tudo de uma vez e guarda úmido por muitos dias, aumenta-se a chance de deterioração. Entretanto, para quem tem rotina corrida, pode-se higienizar uma parte para dois ou três dias, secar bem, armazenar em potes fechados e sob refrigeração. Portanto, o equilíbrio está em evitar tanto o alimento sujo por muito tempo quanto a umidade excessiva durante o armazenamento.

2. Posso usar vinagre ou limão no lugar do produto clorado para desinfetar hortaliças?
O vinagre e o limão ajudam a remover sujeiras e podem reduzir levemente a carga de microrganismos, porém não substituem o desinfetante clorado próprio para alimentos. Em suma, eles são úteis como complemento na lavagem, mas não garantem a mesma eficácia contra parasitas e certas bactérias. Então, para uma desinfecção adequada, é recomendado seguir as orientações de uso de cloro alimentar ou outro sanitizante aprovado para esse fim.

3. Como higienizar alimentos orgânicos? Eles precisam do mesmo cuidado?
Alimentos orgânicos não utilizam agrotóxicos sintéticos, mas continuam expostos a solo, água e manipulação humana. O risco de microrganismos ainda existe. Portanto, a higienização deve seguir o mesmo passo a passo: remoção de partes estragadas, lavagem em água corrente e desinfecção em solução clorada adequada. Entretanto, a percepção de que o alimento é “mais natural” não deve levar ao abandono dessas etapas.

4. Como lavar corretamente embalagens de alimentos antes de guardá-las?
A higienização de embalagens é importante, especialmente quando ficam em contato com superfícies da cozinha e da geladeira. Recomenda-se passar um pano limpo umedecido com água e sabão ou solução desinfetante em latas, garrafas, potes e caixas. Depois, deve-se deixar secar ao ar ou secar com papel toalha. Portanto, esse cuidado reduz a transferência de sujeira ou microrganismos da parte externa da embalagem para o interior de armários e refrigeradores.

5. É necessário higienizar frutas com casca grossa, como melancia, melão, abacaxi ou laranja?
Sim, mesmo que a casca não seja consumida, ela entra em contato com a faca durante o corte. A sujeira e os microrganismos presentes na superfície externa podem ser levados para a polpa. Então, antes de cortar, lave bem a casca em água corrente com o auxílio de uma escova limpa e, se possível, faça uma desinfecção rápida com solução apropriada. Portanto, esse cuidado simples reduz bastante o risco de contaminação interna.

6. Como higienizar corretamente alimentos enlatados antes de abrir?
Latas podem acumular poeira, resíduos e até fezes de animais durante o armazenamento e transporte. É aconselhável lavá-las com água e sabão, esfregando a tampa e as bordas com uma esponja exclusiva para esse fim. Depois, enxágue e seque. Então, só após essa etapa é que a lata deve ser aberta, evitando que partículas externas entrem em contato com o alimento. Portanto, esse pequeno cuidado é especialmente importante para produtos consumidos frios ou sem aquecimento prolongado.

7. É seguro reutilizar a água usada para lavar frutas e verduras em outras preparações?
A água utilizada na lavagem inicial de frutas e verduras acumula terra, resíduos e, possivelmente, microrganismos. Em suma, não é recomendado reutilizá-la em preparações culinárias ou para lavar outros alimentos. Entretanto, se houver interesse em reaproveitamento consciente, essa água pode ser usada, por exemplo, para regar plantas ornamentais que não serão consumidas. Portanto, para qualquer uso relacionado a alimentos, deve-se sempre utilizar água limpa e potável.

8. Panos de prato, esponjas e escovas podem interferir na higienização dos alimentos?
Sim, esses itens funcionam como superfícies que acumulam umidade e restos de comida, favorecendo microrganismos. Panos de prato devem ser trocados com frequência, lavados e bem secos; esponjas precisam ser substituídas regularmente e podem ser desinfetadas com água quente ou solução clorada; escovas devem ser lavadas e deixadas secar ao ar. Portanto, mesmo que os alimentos sejam bem lavados, o uso de utensílios contaminados pode comprometer todo o processo de higienização.

Tags: alimentosCuriosidadesDicasDoenças de Transmissão Hídrica e AlimentarDTHAhigienização de alimentosSalmonella
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