Os leilões de imóveis têm atraído cada vez mais interessados como uma oportunidade para adquirir propriedades com valores abaixo do mercado. No entanto, o processo exige atenção e conhecimento para não se transformar em um problema.
Os leilões podem ser judiciais, quando decorrem de processos na Justiça, ou extrajudiciais, realizados por bancos e instituições financeiras para retomar bens de devedores. Em ambos os casos, o processo é aberto ao público e segue regras claras, definidas em um documento chamado edital.
O preço mais baixo é, sem dúvida, o grande atrativo. Descontos podem variar significativamente, chegando de 30% até 60% ou mais, conforme o tipo de leilão e a situação do imóvel. Essa vantagem, porém, vem acompanhada de responsabilidades que o comprador precisa conhecer antes de dar o primeiro lance.
Passo a passo para comprar em um leilão
Participar de um leilão se tornou mais simples com a popularização das plataformas online, mas os cuidados básicos permanecem. O caminho para arrematar um bem geralmente segue quatro etapas principais.
- Leia o edital: este é o documento mais importante. Ele funciona como o contrato da transação e detalha todas as condições da venda, o estado do imóvel, se está ocupado, e a existência de dívidas, como IPTU ou condomínio.
- Faça a habilitação: para participar, é preciso se cadastrar no site do leiloeiro ou no local do evento. Geralmente, são solicitados documentos pessoais e um comprovante de residência. Essa etapa garante que você está apto a dar lances.
- Dê os lances: com a habilitação aprovada, você pode começar a competir. Os lances podem ser feitos online ou presencialmente. O maior valor oferecido ao final do tempo estipulado leva o bem, em um processo chamado arremate.
- Pagamento após o arremate: as regras de pagamento estão no edital. Normalmente, é exigido um sinal no ato da arrematação e o restante do valor em um prazo determinado. O não cumprimento leva à perda do sinal e do imóvel.
Principais cuidados e riscos
Um dos maiores riscos e custos ocultos em um leilão é a desocupação. Se a propriedade estiver ocupada, a responsabilidade de mover uma ação judicial para retirar o antigo morador é inteiramente do comprador, o que pode gerar despesas significativas com advogados e levar tempo.
Outro ponto crucial é verificar se dívidas antigas serão transferidas. O edital esclarece se débitos de IPTU e condomínio, por exemplo, serão quitados com o valor do arremate ou se ficarão sob responsabilidade do novo proprietário. Além disso, é preciso incluir no cálculo a comissão do leiloeiro, que costuma ser de 5% sobre o valor do lance. Visitar o imóvel antes do leilão também é recomendado, embora nem sempre seja possível.










