Uma nova pesquisa eleitoral de intenção de voto do instituto Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada em 15 de abril de 2026, coloca o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em um cenário de empate técnico para as eleições de 2026. O levantamento aponta Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto e Lula com 40%, uma diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Para entender o que esses números realmente significam, é fundamental conhecer como o levantamento é feito e o que cada termo técnico representa.
O ponto de partida de qualquer pesquisa é a definição da amostra. Trata-se de um grupo reduzido de pessoas que representa o universo total de eleitores do país. A Quaest, assim como outros institutos, seleciona os participantes com base em critérios demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como gênero, idade, renda, escolaridade e região.
O objetivo é que esse pequeno grupo seja um espelho da população brasileira. Dessa forma, as opiniões coletadas na amostra podem ser projetadas para indicar a tendência geral do eleitorado. A coleta dos dados pode ocorrer de diferentes formas: presencialmente, por telefone ou pela internet.
Como interpretar os dados de uma pesquisa eleitoral
Para ler corretamente os resultados, é preciso dominar alguns conceitos. O primeiro deles é a margem de erro. Ela indica a variação máxima esperada nos resultados para mais ou para menos. Se um candidato aparece com 40% e a margem de erro é de dois pontos percentuais, seu desempenho real está entre 38% e 42%.
Outro termo importante é o nível de confiança, que geralmente é de 95%. Ele representa a probabilidade de a amostra refletir com precisão a opinião do total de eleitores. Em outras palavras, se a mesma pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas o resultado estaria dentro da margem de erro estipulada.
O famoso empate técnico acontece quando a diferença de percentual entre dois candidatos é menor que a soma das margens de erro de cada um. Nessa condição, não é possível afirmar com segurança estatística quem está na liderança.
Por que os resultados variam entre institutos?
As diferenças nos números divulgados por institutos distintos são comuns e esperadas. Um dos principais fatores é a metodologia de coleta. Pesquisas presenciais, onde o entrevistador vai até a casa do eleitor, tendem a ter resultados diferentes de levantamentos feitos por telefone ou online, que podem alcançar públicos distintos.
A forma como cada instituto calibra ou “pondera” sua amostra para ajustá-la ao perfil exato do eleitorado também gera variações. Além disso, o período em que a pesquisa é realizada é crucial. Um levantamento feito no início da semana pode captar um sentimento diferente de outro realizado no fim de semana, após um fato político relevante.










