A internação da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, trouxe à tona uma condição médica que pode ser silenciosa, mas perigosa: o pneumotórax. O quadro ocorre quando o ar que deveria estar dentro dos pulmões vaza para o espaço entre o pulmão e a parede torácica, uma área chamada de cavidade pleural.
Esse vazamento de ar exerce pressão sobre o pulmão, fazendo com que ele se contraia e, em casos mais graves, colapse parcial ou totalmente. A condição pode surgir de forma espontânea, sem uma causa aparente, especialmente em pessoas jovens e altas, ou ser consequência de doenças pulmonares prévias, como asma ou enfisema.
Traumas na região do tórax, como fraturas de costela ou ferimentos, também estão entre as causas mais comuns. Apesar de ocorrer subitamente em muitos casos, o corpo costuma emitir sinais de alerta que não devem ser ignorados. Identificá-los rapidamente é fundamental para buscar ajuda médica e evitar complicações.
Quais são os 5 principais sinais do pneumotórax?
1. Dor súbita e aguda no peito: é o sintoma mais comum. A dor costuma ser intensa, em pontada, e piora com a respiração profunda ou com a tosse. Geralmente, é sentida apenas de um lado do tórax.
2. Falta de ar (dispneia): a dificuldade para respirar pode variar de leve a grave, dependendo do tamanho do pneumotórax e da condição pulmonar geral da pessoa. A sensação é de que o ar não é suficiente.
3. Respiração rápida e curta: como uma resposta do corpo à falta de oxigênio, a frequência respiratória tende a aumentar. A respiração se torna mais curta e acelerada na tentativa de compensar o colapso parcial do pulmão.
4. Tosse seca e persistente: em alguns casos, o pneumotórax pode desencadear uma tosse seca que não passa. Ela surge como uma irritação causada pela presença de ar na cavidade pleural.
5. Cansaço excessivo: a dificuldade de oxigenar o sangue adequadamente leva a uma sensação de fadiga e fraqueza incomuns. Tarefas simples podem se tornar exaustivas de repente.
Ao sentir um ou mais desses sintomas de forma súbita, a recomendação é procurar atendimento médico de emergência imediatamente. O diagnóstico é geralmente confirmado por exames de imagem, como radiografia de tórax ou tomografia computadorizada.
O tratamento varia conforme a gravidade. Casos leves podem se resolver sozinhos, com observação médica. Já os mais significativos podem exigir a drenagem do ar com um tubo torácico ou outros procedimentos para permitir que o pulmão se expanda novamente.










