A poucos dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, contra o Marrocos em 13 de junho, o sentimento do torcedor é de cautela. Uma pesquisa do instituto Quaest, realizada entre 5 e 8 de junho, revela que 56% dos brasileiros não acreditam na conquista do hexacampeonato. No entanto, o otimismo vem crescendo: o índice de confiança subiu de 25% em abril para 35% em junho.
Esse ceticismo majoritário, ainda que em queda, é fruto de um processo que envolve o longo jejum de títulos, a força dos adversários e a própria relação da equipe com o público. Abaixo, analisamos os principais fatores que explicam essa desconfiança.
Os 5 motivos para o brasileiro não acreditar no hexa
- Jejum de 24 anos sem título
O fator mais pesado é o tempo. O Brasil não vence uma Copa do Mundo desde 2002, acumulando eliminações nas últimas cinco edições. Esse longo jejum criou uma geração de torcedores que nunca viu a seleção ser campeã, o que naturalmente diminui a confiança a cada novo torneio. - Fortalecimento dos adversários europeus
Enquanto o Brasil busca se reencontrar com o título, seleções europeias como França, Inglaterra e Portugal chegam ao mundial com times consolidados e repletos de estrelas. O histórico recente em Copas mostra a dificuldade brasileira em superar essas equipes em fases eliminatórias, o que alimenta a percepção de que a Europa segue um passo à frente. - Ciclo de preparação com oscilações
Embora o trabalho de Carlo Ancelotti tenha 58% de aprovação, segundo a mesma pesquisa, o ciclo de preparação para 2026 teve momentos de instabilidade. Atuações irregulares em partidas importantes deixaram dúvidas sobre a capacidade da equipe de manter um alto nível de desempenho contra as seleções mais fortes. - Renovação e a busca por protagonistas
A seleção passa por um momento de transição. Ídolos de ciclos anteriores já não têm o mesmo protagonismo, e os novos talentos ainda buscam se firmar como referências indiscutíveis em uma Copa do Mundo. Essa ausência de um líder técnico unânime gera incerteza sobre o poder de decisão do time nos momentos cruciais. - Uma conexão ainda fria com a torcida
Apesar da aprovação de 53% dos torcedores à convocação de Neymar, muitos ainda sentem um certo distanciamento da seleção. A falta de uma identidade de jogo que encante e a menor quantidade de jogos no Brasil contribuem para uma relação mais fria, diferente da paixão que historicamente empurrou a equipe.







