Receber uma partida da Copa do Mundo de 2026 é um projeto de alto custo para as 16 cidades-sede distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá. Com um formato inédito de 48 seleções e 104 jogos, o evento mobiliza recursos gigantescos em segurança, transporte e logística para receber milhões de torcedores, com um investimento total estimado em cerca de US$ 5 bilhões entre os três países.
Os custos para uma cidade podem variar de dezenas a centenas de milhões de dólares. Atlanta, por exemplo, prevê gastar US$ 120 milhões em infraestrutura, enquanto Kansas City planeja um investimento de US$ 200 milhões em transporte público. No Canadá, o custo operacional por jogo chega a CAD 82 milhões, e o governo mexicano anunciou um aporte de US$ 334 milhões para mobilidade em suas três cidades-sede.
Os principais focos do investimento
Diferente de edições anteriores como no Brasil (custo de US$ 11,6 bilhões) ou no Catar (US$ 220 bilhões), a Copa de 2026 utilizará majoritariamente estádios já existentes. Ainda assim, a modernização é necessária. O Estádio Azteca, na Cidade do México, passa por uma reforma de centenas de milhões de dólares. Além disso, as cidades arcam com um custo operacional total estimado em US$ 3,8 bilhões, principalmente para melhorar a infraestrutura de transporte e garantir a locomoção eficiente dos torcedores.
A segurança pública representa outro custo significativo. Centenas de milhões de dólares foram aprovados para operações complexas que envolvem milhares de agentes e tecnologia de vigilância. Apenas em Houston, o investimento em segurança federal chega a US$ 64,7 milhões para proteger delegações, moradores e turistas durante o torneio.
Qual o retorno esperado?
Apesar do alto investimento, o retorno esperado é um grande atrativo. A FIFA estima um impacto econômico total de US$ 40,9 bilhões, mas é crucial entender que a maior parte das receitas diretas, como bilheteria e direitos de transmissão, fica com a entidade. O ganho para as cidades vem do impacto indireto: a chegada de turistas impulsiona o setor de serviços, com cerca de 80% do dinheiro gasto por eles indo para hotéis, restaurantes e comércio, o que gera empregos e aumenta a arrecadação de impostos.
Além do impacto imediato, há o legado a longo prazo. A exposição global coloca a cidade no mapa do turismo internacional, podendo atrair visitantes por muitos anos. As melhorias na infraestrutura urbana, como novos sistemas de transporte e estádios renovados, permanecem como um benefício duradouro para a população, justificando, para os organizadores, o vultoso investimento inicial.










