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NASA monitora asteroides: quais os reais riscos de um impacto na Terra?

Por Lara
14/07/2026
Em Ciência
Créditos: depositphotos.com / rfphoto

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A passagem de asteroides próximos à Terra é um evento comum e constantemente monitorado pela NASA e outras agências espaciais. Embora o tema desperte curiosidade e até preocupação, os sistemas de vigilância atuais são extremamente avançados, e a chance de um impacto catastrófico, no momento, é considerada muito baixa. O trabalho de monitoramento é contínuo e preventivo.

Todos os dias, telescópios em solo e no espaço vasculham o céu em busca de Objetos Próximos à Terra (NEOs, na sigla em inglês). A NASA classifica como NEO qualquer cometa ou asteroide cuja órbita o traga a menos de 48 milhões de quilômetros do nosso planeta. Esses objetos são catalogados e suas trajetórias calculadas para prever aproximações futuras.

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O Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da agência norte-americana é o setor responsável por essa vigilância. Ele utiliza sistemas automatizados, como o Sentry, para analisar os dados e identificar qualquer objeto que apresente um risco, mesmo que mínimo, de colisão com a Terra nos próximos 100 anos.

Como o risco é medido?

O perigo real de um asteroide não depende apenas de sua proximidade, mas principalmente de seu tamanho. Rochas espaciais do tamanho de um carro entram na atmosfera terrestre com frequência e se desintegram completamente, sem causar danos. O foco da vigilância está nos asteroides com mais de 140 metros de diâmetro, que poderiam causar devastação regional se atingissem o planeta.

Para comunicar o nível de ameaça de forma clara, utiliza-se a Escala de Turim. Trata-se de um sistema de classificação que vai de 0 (nenhum perigo) a 10 (colisão certa com consequências globais). Atualmente, todos os asteroides conhecidos estão classificados no nível 0, o que indica que não representam uma ameaça real.

A probabilidade de um impacto é calculada com base em observações repetidas da trajetória do objeto. Quanto mais dados são coletados, mais precisa se torna a previsão. Muitas vezes, um asteroide que inicialmente parece ter uma pequena chance de colisão é descartado como ameaça após novas análises.

Existe um plano de defesa contra asteroides?

A NASA não apenas observa, mas também desenvolve ativamente tecnologias de defesa planetária. A missão DART (Double Asteroid Redirection Test), realizada com sucesso em 2022, foi um marco histórico. Na ocasião, uma espaçonave foi lançada intencionalmente contra o asteroide Dimorphos para testar a capacidade humana de alterar a rota de uma rocha espacial.

O teste provou que a técnica de impacto cinético é uma estratégia viável para desviar um asteroide em rota de colisão, caso uma ameaça real seja identificada com anos de antecedência. Esse tipo de missão oferece uma camada extra de segurança para o futuro, transformando a defesa planetária de ficção científica em uma realidade prática.

Tags: asteroideCiênciaNASARiscosTerra
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